* Um morador de rua

 

 

 

Luzes da Cidade ( Cristiano Mascaro)

 

 

 

 

A rua

A rua, concreta, discreta
Nos mostra a frieza da sociedade
E a tristeza de um povo esquecido.
A rua, cinza, prateada, concreta,discreta,
Esconde o brilho da lua
Através da escuridão solitária
Nos mostra o pouco caso dos governantes
E a tristeza de um povo esquecido.
A rua, vazia, fria, Cinza, prateada, Concreta, discreta,
Sufoca os sentimentos,
Entristece a felicidade do sorriso,
Apaga o brilho do olhar,
Nos mostra as drogas da vida
E a tristeza de um povo esquecido.
A rua, violenta, imponente, vazia, fria, Cinza, prateada, concreta, discreta,
Acaba com a alma infantil,
A brincadeira com a bola
E a roupa colorida
Que caracterizam as crianças.
Assim, mais uma vez, a rua nos mostra
A frieza da sociedade,
O pouco caso dos governantes,
As drogas da vida
E a tristeza de um povo esquecido.
 
                                           (Mariana Zayat Chammas)

 

         

       Nos dias de hoje, após uma longa história de mudanças e posicionamentos de nossa sociedade, enfrentamos inúmeros problemas sociais em nosso país.  Talvez nos encontremos diante de nossa atual situação a pior delas: a exclusão social. Infelizmente, o morador de rua é uma questão pouco discutida na sociedade. Imagine que existem mais de 14 mil pessoas vivendo nas ruas só na cidade de São Paulo. A cada esquina, a cada beco, e a cada boca, encontramos pessoas que sentem frio, fome, falta de amor e a dor de estar só.

        Dessa maneira, a cidade caminha para o esquecimento de uma fatia da sua população, seres humanos que também choram como nós, que alimentam esperanças e medos, mas que infelizmente, pelos tantos problemas sociais, como o desemprego, a baixa renda familiar, drogas e outros que dessa metrópole sofrem com a diferença de não ser cidadão, entre ser ou não pessoa, entre ser humano e não ser apenas um ser, em nossa sociedade.

 


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* A frase introdutória foi extraída do filme: "Do outro lado da sua casa" produzido pelo Olhar Eletrônico/1985.

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