Adolescentes querem fazer colegial no exterior

Karina Costa

Independência, novas experiências, culturas diferentes e aperfeiçoamento do idioma. Esses fatores, que geralmente motivam universitários brasileiros a fazer intercâmbio em outros países, tem atraído agora um público bem mais jovem: adolescentes, com idade entre 15 e 18 anos, que saem do Brasil com o objetivo de fazer o colegial no exterior.

Esse é o caso de Stella Martins Derato, 18 anos, que acabou de retornar dos Estados Unidos, país que escolheu para concluir o "high school". “Estava desmotivada quando fazia aulas de inglês no Brasil. Queria vivenciar o idioma num país onde o inglês fosse a língua natal. Além de concluir o ensino médio, trouxe como bagagem o fato de aprimorar o idioma, o aprendizado sobre a cultura local, novos amigos e, o mais importante, a independência por ter ido sozinha.”

Para quem se interessa em fazer o colegial em outro país, ter idade entre 15 e 18 anos, conhecimentos do idioma falado no país escolhido e estar cursando ou ter concluído o ensino médio são requisitos. Quem ainda cursa o ensino médio, pode pedir transferência para um colégio no exterior sendo que o período de estudo é validado no Brasil. “Os adolescentes estudam junto com nativos e outros estrangeiros disciplinas como química, física, biologia e demais matérias obrigatórias nas escolas brasileiras,” explica o supervisor do programa High School da Central de Intercâmbio (CI), André Simonetti.

Alunos que já concluíram o ensino médio também podem fazer colegial no exterior. Nesse caso, os estudantes cursam as disciplinas aplicadas no país escolhido para o intercâmbio além de aulas diferenciadas, segundo conta Felipe Oliviero, 18 anos, que assim que acabou o ensino médio no Brasil, seguiu para o Colorado, nos Estados Unidos. “Fiz as disciplinas básicas além de aulas de musculação, direito, governo americano e culinária. Só o fato de ter estudado no exterior é um diferencial para meu currículo,” acredita ele.

“Vale lembrar que estudar no exterior dá oportunidade de conhecer novas culturas e povos além de amadurecimento e perda de timidez. Os adolescentes voltam com outra perspectiva de vida, o que será muito válido para sua carreira no futuro,” diz Simonetti da CI, que oferece intercâmbio em escolas de 12 países.

Postado em 02/10/06


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