Estudar no exterior tornou-se necessidade profissional

Fabricia Bernardi

Diariamente, centenas de estudantes brasileiros partem para diferentes países com o objetivo de aprender um novo idioma. Esta decisão está sendo muito freqüente entre os jovens brasileiros. Segundo a maioria dos jovens, uma das principais razões desta decisão é a necessidade de se aprimorar, uma vez que o mercado de trabalho vem exigindo, cada vez mais, experiências profissionais com diferenciais interessantes.

Com Claudia Samartin, administradora de empresas, não foi diferente. Claudia teve uma grande dificuldade em conseguir um emprego. “Na época meu inglês era de nível escolar, isto é, meu conhecimento era básico sem a mínima possibilidade de dizer durante uma entrevista que eu era fluente,” disse Samartin.

Por esta razão, Claudia decidiu partir para os Estados Unidos para aprimorar seu currículo aprendendo melhor o idioma. Neste momento, a administradora de empresas está de volta ao Brasil e atua em uma empresa multinacional. “Sem o inglês que eu aprendi no exterior, eu nunca conseguiria atuar hoje na minha função em minha empresa,” disse Samartin.

Hoje, existem empresas direcionadas a área de intercâmbio educacional que levam pessoas de todas as idades para estudar ou até mesmo, estagiar e trabalhar no exterior. A Central de Intercâmbio, uma das pioneiras neste mercado, tem enviado jovens de várias idades para aprender outros idiomas.

Segundo Tereza Fulfaro, gerente educacional da empresa, uma das principais razões dos jovens optarem em estudar no exterior é a exigência do conhecimento de um idioma no seu trabalho. “Temos constatado que no Brasil, um idioma faz a diferença no momento de conseguir um emprego. E é por isso que os números nos mostram cada vez mais. Hoje, 86% do público CI são jovens que procuram a empresa para estudar no exterior e para se aprimorar devido a competitividade do mercado de trabalho. Muitos contam que tiveram a experiência de perder oportunidades de emprego no país devido a falta da fluência de um inglês por exemplo,” disse Fulfaro.

E esta constatação não é somente das empresas de intercâmbio. Para Cláudio Picollo, Professor Doutor em Educação: Currículo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, hoje qualquer pessoa não consegue emprego sem o conhecimento de um segundo idioma. “Seja qual for a profissão, de taxista a qualquer outro profissional, a necessidade de falar outro idioma é indispensável no país. Será através da comunicação com e na língua estrangeira, que o profissional conseguirá ampliar suas metas profissionais e até financeiras, ou seja, um taxista, ganhará uma gorjeta maior, uma vez que durante a corrida de táxi, se comunique no idioma do estrangeiro, em vez de ficar calado. E isso se torna um investimento profissional,” disse Picollo.

Investimento, necessidade ou satisfação, seja qual for a razão, estudar um idioma no exterior significa, além de tudo, globalizar-se com o mundo aprendendo a uma nova cultura.

Mais informações: www.ci.com.br.



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