Intercâmbio em escola bilíngüe economiza tempo e dinheiro

Paula King

Além do formato tradicional do programa de intercâmbio, no qual o aluno escolhe uma instituição de ensino para estudar uma língua estrangeira, cresce o número de jovens que optam por escolas bilíngües.

Segundo a gerente de produto da CI, Fabiana Fernandes, os alunos que aprendem duas línguas ao mesmo tempo em um mesmo país têm duas grandes vantagens: o corte de gastos e o aproveitamento do tempo. “Uma vez que a pessoa escolhe estudar duas línguas de uma vez e em um mesmo lugar, os custos com as passagens e acomodação e o tempo ocupado para a realização do programa são minimizados”, explica.

Mas para aproveitar a oportunidade, o intercambista precisa se adequar às novas formas de escrita, aos diferentes sons e pronúncias de duas línguas distintas. Para a administradora de empresas, Maria Luiza Sevieri, de 22 anos, que aos 15 anos foi estudar por um ano em uma escola bilíngüe na Suíça, a tarefa não foi complicada. “Queria sair do eixo Brasil-Estados Unidos. Naquela época, meus amigos viajavam para as mesmas cidades, no mesmo país”, explica. “Eu escolhi um lugar que, além de proporcionar uma boa educação e um ambiente estudantil agradável, permitiu que eu voltasse falando duas línguas”.

Para o estudante que optar por um curso nesse formato, além da experiência de viver em um país estrangeiro, ele passará por um interessante teste de maturidade ao longo do programa. Para Maria Luiza, que morou durante um ano dentro do próprio colégio, em Laurenne, os meses em um país europeu ensinaram a “se virar sozinha”. “Como não tinha família lá, o apoio dos amigos foi muito importante. O período foi rico e tive a oportunidade de viajar muito nos finais de semana”, lembra.

Um exemplo de programa que possibilita ao intercambista estudar duas línguas é o oferecido pela agência de intercâmbio CI para Montreal, no Canadá. “Lá o estudante poderá cursar inglês e francês simultaneamente. É um desafio duplo”, ressalta Fabiana.

“O que eu aprendi lá nunca mais esquecerei. Além de falar as duas línguas fluentemente, hoje, posso dizer que aprendi o que é responsabilidade. Tive que me dedicar bastante, fiz grandes amigos e depois dessa experiência fiz outras viagens sozinha”, conclui Maria Luiza.

Postado em 09/04/08


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