| |
Intercâmbio une ensino de idioma e lazer
Karina Costa
Um programa
de intercâmbio que proporciona momentos de lazer ao mesmo
tempo em que oferece aprendizado para a vida profissional. Essa
é a proposta dos cursos combinados, tipo de intercâmbio
que alia aulas de idiomas, por exemplo, à prática
de esportes, atividades culturais, cursos de capacitação
ou turismo. Surfar, esquiar, fazer paraquedismo e aprender inglês
ou ter aulas de culinária, dança flamenca e fazer
trabalho voluntário aliado ao aprendizado de espanhol são
outros exemplos.
“É uma opção interessante,
pois aprender idioma quando se realiza uma atividade de interesse
pessoal é uma motivação a mais para o intercambista”,
acredita a gerente de produtos da CI, Luiza Vianna. “As atividades
de lazer atraem as pessoas para o aprendizado”, diz, lembrando
que pela CI é possível participar dos combinados que
envolvem inglês com música, vela, yoga, tênis
ou surfe e espanhol com tango ou arte e literatura, entre outros.
A estudante de Turismo Bárbara Rizzo achou
o método tão diferente que já foi duas vezes
para o exterior em programas do gênero. Ela juntou o antigo
sonho de ser tenista profissional à necessidade de aprender
inglês e foi para Orlando e depois para San Diego, nos Estados
Unidos. “Pela manhã eu fazia curso de inglês
e toda a tarde praticava tênis. Na primeira viagem fui também
para participar de um campeonato dessa modalidade. Havia outras
atividades que possibilitavam treinar o idioma, como idas a diversos
espaços culturais da região, cinema, festas, jogos
e mesmo o contato com as pessoas que estavam lá com o mesmo
interesse que eu”, conta Rizzo. “O aprendizado se tornou
um passatempo que me ajudou bastante”, completa.
Querendo tirar férias de sua rotina de trabalho
no Brasil, a sócia-diretora do Union Hotéis, de Porto
Alegre (RS), Gladis Dreizik, de 65 anos, foi viver uma experiência
em Roma, onde participou de um programa de cursos combinados que
juntava aprendizado do idioma italiano a passeios turísticos.
Ela conta que o aprendizado começou desde a estadia, onde
teve que dividir um quarto com dois casais de holandeses, de cerca
de 80 anos de idade.
“Durante o curso, fiquei com uma turma de
jovens, pois meu conhecimento em italiano era básico. Mas,
durante a tarde, sempre eram feitas atividades para a prática
do idioma, nas quais grupos da terceira idade eram formados. Saíamos
pela cidade para conhecer de perto a história de Roma que
tínhamos tratado em sala de aula. Fizemos passeios com os
próprios diretores da escola de idiomas como visitar castelos
romanos, degustar vinhos, jantar a beira do lago, tivemos aulas
de culinária, tudo em italiano”, conta.
Dreizik acredita que o tempo no exterior trouxe
motivação para os negócios que ela tem no Brasil.
“Refletiu em tudo que faço aqui no Brasil, pois não
se separa lado pessoal de profissional. Vim com as energias renovadas
e, fazer intercâmbio, me trouxe inspiração e
novas idéias”, declara.
E para quem ao invés de atividades de lazer
quer realizar um curso de capacitação em alguma área
profissional, também tem oportunidades. Foi o que fez o monitor
da área de Turismo, Fabio Mitsuka Pascoal, que em Vancouver
no Canadá, praticou inglês durante o curso de biologia
marinha. “Além das aulas teóricas, ministradas
em inglês, fui a campo e apresentei seminário. Após
três meses de programa, quando estava para voltar ao Brasil,
meu professor me indicou para fazer trabalho voluntário.
Fiz monitoria e trabalhei em um centro de recuperação
de mamíferos. A viagem ajudou também a me descobrir
profissionalmente. Conquistei meu emprego de guia turístico
numa empresa de Ecoturismo brasileira por conta dessa experiência”,
avalia.
Assim como Pascoal, Daniela Rocha, que é
formada e trabalha com Design Gráfico, foi para o exterior
para aperfeiçoamento profissional. Seu destino foi Florença,
na Itália, onde durante um mês cursou italiano e durante
dois meses fez estágio não-remunerado na área
de Design. “Além de treinar italiano no trabalho e
nas ruas do país, aprimorei meu inglês na casa de uma
família local que me acolheu”, lembra. “No estágio
trabalhei com design fazendo capas e catálogos de DVD. O
meu currículo foi valorizado tanto que conquistei uma oportunidade
de estágio por esse diferencial”, conta Rocha, de 22
anos, que hoje faz estágio na loja de roupas Osklen, no Rio
de Janeiro.
Vianna, da CI,
conta que esse tipo de programa teve aumento de demanda na agência
nos últimos dois anos. “Não é o mais
procurado, mas as pessoas demonstram interesse pelo fato de não
terem que ficar só em sala de aula e participar das atividades
programadas dentro da escola de idiomas. É um programa de
intercâmbio procurado por um público mais velho, que
quer um algo a mais em sua experiência no exterior”,
explica Vianna. Na CI os mais novos programas de cursos combinados
levam os interessados para cursar inglês e a realizar trabalho
voluntário voltado à preservação do
meio ambiente ou com golfinhos, ambos na Austrália.
Postado em 11/07/07
|
|