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Povo amigável e cultura rica atraem estudantes para Irlanda

Julia Dietrich

Dificuldades com a imigração para destinos tradicionais, possibilidade do trabalho legal e riqueza da história e cultura do país são alguns dos fatores que explicam o súbito interesse de brasileiros pela tradicional ilha de Eirie, conhecida mundialmente como a República da Irlanda. Com quase cinco milhões de habitantes divididos em variadas pradarias, praias e algumas grandes cidades, a Irlanda atrai cada vez mais estudantes para férias e intercâmbio.

Segundo informações da agência de intercâmbios CI, embora a procura pelo país ainda seja substancialmente menor que pelos Estados Unidos e Inglaterra, o número de interessados vem crescendo exponencialmente nos últimos cinco anos.

Diferentemente do que se espera, a Irlanda tem duas línguas oficiais: o inglês, fruto da dominação colonial da Inglaterra e o irlandês, língua celta, ainda bastante reverenciada e viva na sociedade local. “Existem cinco regiões do país onde o irlandês ainda é a língua oficial. Pela nossa própria história, marcada por dificuldades, temos muito orgulho que nosso idioma tenha sobrevivido com a força que ainda tem durante tanto tempo”, explica a economista irlandesa, Catherine Mulvihill.

Segundo a economista é também pela conseqüência de tristes episódios históricos que o povo irlandês é tão receptivo a estrangeiros. Ela explica que dada a “Grande Fome” e mesmo durante a colonização inglesa, que acabou em 1922, muitos irlandeses foram forçados a imigrar para outras terras. “É um grande prazer para nós recebermos estrangeiros. Eles serão sempre muito bem tratados”, avalia.

Nessa mesma perspectiva, a gerente de produtos da CI Fabiana Fernandes pontua que existem várias oportunidades de trabalho no país. Para estudantes a partir de 16 anos é possível trabalhar até 20 horas semanais. Já para os demais intercambistas, em cursos de línguas e universitários, é só assumir o compromisso de ficar no país por um tempo mínimo de seis meses. “Essa é uma das principais razões pelo aumento significativo da procura, além da maior facilidade de visto e boa receptividade ao estrangeiro”, conta Fabiana.

Tão importante quanto a história do país é sua contínua preservação do patrimônio cultural nacional. De celebridades antigas como os escritores James Joyce, Oscar Wilde, Sammuel Becket e Bernard Shaw até os atuais pop stars como as bandas U2, The Corrs e a cantora Sinead O’Connor, a Irlanda é marcada pela efervescência artística. “Existem inúmeros bares e festivais onde, além da música contemporânea, temos apresentações de canções e danças tradicionais”, orgulha-se Catherine.

Porém, não só os ávidos por arte se divertem no país. A economista pontua que a Irlanda tem grande tradição esportiva, sendo que os “esportes gaélicos” são uma paixão nacional e importante espaço de reunião da comunidade. Futebol gaélico (conhecido como Peil) e o hurling (jogo semelhante ao hockey) são os mais populares. “Como você fica meio que obrigado a torcer só para o time da sua comunidade, com o tempo você acaba conhecendo todo mundo, participando de eventos comunitários onde sempre encontrará as mesmas pessoas”, conta.

E, segundo Catherine não é só nos eventos esportivos que os mesmos rostos aparecem. “Em cidades pequenas todos vão para o mesmo bar e discoteca nos fins de semana. Aos poucos você acaba sempre festejando e se divertindo ao lado das mesmas pessoas. Na Irlanda você está há apenas três pessoas distante do resto da população”, conta. Com cerca de cinco milhões de habitantes, a Irlanda concentra, porém, alta densidade demográfica apenas nos grandes centros urbanos, como a capital Dublin.

“Acho que para o intercambista vale mais a pena ficar em uma cidade pequena, pois Dublin, por exemplo, é assim como outras capitais, uma cidade cosmopolita que pouco retém suas tradições. Nas vilas ou mesmo nas cidades de médio porte, o intercambista pode vivenciar o cotidiano da nossa cultura”, conta Catherine.

Conhecidos pela espontaneidade e um dos povos mais divertidos da Europa, os irlandeses têm fama de fanfarrões. “Mas, é importante lembrar que o adolescente que viaja para lá deve respeitar as normas do consumo de álcool. A maioridade de 18 anos para bebidas alcoólicas é sim fiscalizada e a família e escola do intercambista irão policiá-lo”, conclui Fabiana, lembrando que é até mais seguro para o jovem viver em um país europeu. “No Brasil há muito maior permissividade para o consumo de bebidas na adolescência”, conclui.

Postado em 12/03/08


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