Intercambista deve tomar cuidados para estadia segura

Karina Costa

Da contratação de uma agência de intercâmbio aos passeios pela cidade. Quem deseja ir para o exterior, seja para estudar ou trabalhar, deve tomar uma série de cuidados rigorosos antes e durante a estadia.

Quem tem mais de 18 anos e embarca para o exterior com o objetivo de trabalhar ou fazer cursos, toma conta de si próprio. No caso de ir fazer cursos, por exemplo, o estudante tem garantido apenas um seguro saúde além da proteção na estrutura da escola. Já, os estudantes que saem do país de origem para fazer “high school”, têm garantida estadia em um internato ou em casa de famílias estrangeiras.

“Eles têm regras para respeitar, não viajam sozinhos. Ficam bastante seguros pois existe um controle diário de tudo o que fazem como se estivessem com seus pais em casa,” explica a diretora educacional da Central de Intercâmbio, Tereza Fulfaro.

“Antes de chegar para ficar com minha "Host family", eu e meus pais estávamos com um pouco de medo e receio. Por isso, antes de eu viajar, entramos em contato com eles, por e-mail e telefone, o que facilitou conhecê-los melhor. Lá, eles me trataram como se fosse filha deles,” relata Stella Derato, de 18 anos, que há poucos meses retornou dos Estados Unidos, país que escolheu para concluir o "high school".

Mas há quem tenha ido para o exterior estudar e se deparou com uma experiência desagradável. A engenheira de alimentos, Ornella Lucarelli, que em 2001 foi fazer “high school” na Inglaterra, comenta que não teve um bom suporte por parte da agência de intercâmbio que escolheu. “A família onde fiquei era ótima, porém, nos finais de semana, eu e outra intercambista nos tornamos as empregadas da casa. Fomos reclamar com o representante da empresa que cuida dos intercambista no país, que fez descaso da situação. O melhor que fizemos foi conversar com a família, que entendeu e reverteu a situação”.

Lucarelli conta que teve problemas também com uma escola local, que barrou sua matrícula por ser brasileira. “Quando disse que tinha cidadania italiana, consegui mudar a situação,” conta ela que fazia um curso de gramática, cultura e inglês. “Mais tarde, desisti daquela escola e fui para outra, pois sofria com o preconceito de outros alunos que não se misturavam com os intercambistas”.

“O intercambista deve expor sempre sua opinião e não ser submisso por conta de não estar em seu país. É preciso impor respeito, que não existe por sermos estrangeiros,” aconselha Lucarelli.

Em relação à segurança na cidade escolhida para intercâmbio, Fulfaro conta que muitos intercambistas cometem deslizes por perceberem que, no exterior, há mais segurança que no Brasil. “O intercambista tem que tomar diversos cuidados pois estar no exterior não é garantia de segurança total contra roubo, por exemplo. Por isso, é preciso ter atenção com objetos pessoais, evitar deixar a bolsa no chão, carteira a mostra,” aconselha.

Postado em 14/12/06


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