Jovens buscam países exóticos para trabalhar

Karina Costa

Os tradicionais países europeus, que costumam ser destino para jovens interessados em fazer intercâmbio cultural ou a trabalho, parecem estar perdendo o atrativo. Impressionados com a oportunidade de vivenciar sociedades com cultura totalmente opostas as do Brasil, muitos estudantes têm buscado destinos exóticos para trabalhar. Países asiáticos como Tailândia, Israel e Mongólia ou mesmo europeus como a Bósnia viraram destinos para brasileiros curiosos.

Este foi o caso da estudante de arquitetura Mariana Fonseca Claro que, em 2005, procurou a Central de Intercâmbio (CI) com o intuito de viajar e fazer estágio em sua área de estudo. O destino escolhido pela estudante foi a Bósnia, federação composta de duas entidades politicamente autônomas: a Federação da Bósnia-Herzegovina e a República Sérvia. Durante dois meses, ela estagiou numa empresa de planejamento urbano da Sérvia.

“Os habitantes de lá têm uma visão de mundo completamente diferente por terem vivido cerca de 50 anos dentro de um regime comunista. Acredito ter sido muito mais interessante e proveitoso do que se tivesse ido para os Estados Unidos, já que a cultura e os costumes dos americanos são bem conhecidos,” comenta a estudante do 4º ano de Arquitetura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“Alguns países europeus têm culturas muito próximas da brasileira. Em regiões como a Tailândia, meu destino para estágio, é preciso se esforçar mais para aprender o idioma e se adaptar a cultura. O que vivenciei são, até hoje, experiências importantes tanto para a minha vida pessoal quanto profissional,” relata o estudante de engenharia de produção da Faculdade de Engenharia Industrial, Diego dos Santos Batista. O estudante também participou do programa de estágio International Association for the Exchange of Students for Technical Experience (IAESTE) da CI.

O idioma local também foi um desafio para ambos. “Apesar da oportunidade de aprimorar meu inglês convivendo na empresa, me sentia analfabeta fora do ambiente de trabalho. Tive que aprender a língua sérvia para fazer coisas básicas como ir ao mercado, pedir informações. O estágio me trouxe grande aprimoramento profissional, além de proporcionar uma sensação de conexão com o mundo,” conta a arquiteta que já pensa em trabalhar na Hungria ou em Moscou. “Foi difícil aprender tailandês, mas me diverti muito no país, fiz uma rede de amigos pelo mundo, além de ter adquirido muita experiência com o estágio,” garante Batista.

O programa de estágio IAESTE promove intercâmbio entre estudantes brasileiros em mais de 90 países. Por meio do programa, é possível estagiar em universidades e empresas privadas durante seis meses na área de interesse e receber remuneração de acordo com a moeda local. Atualmente a Central de Intercâmbio oferece mais de 400 vagas para estudantes que tenham interesse em participar do programa e se preparar para o competitivo mercado de trabalho.

O IAESTE foi criado pelo Colégio Imperial de Londres há 58 anos e no Brasil, a entidade é representada pela Central de Intercâmbio há 18 anos. Para mais informações sobre o programa pelos telefones: (0xx11) 3677-3600; (0xx21) 2512-6171; (0xx51) 3346-4654 ou acesse o site: www.ci.com.br

Postado em 15/09/06


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