Idioma se aprende com vivência cultural

Karina Costa

Estudar ou trabalhar no exterior? Qual melhor forma para aprimorar o idioma? Segundo a consultora de Recursos Humanos da Catho Online, Gláucia Santos, o aprimoramento do idioma se dá muito mais pelo envolvimento com a cultura local do que diretamente na escola ou no emprego.

“É indiferente se a pessoa foi para o exterior trabalhar ou estudar. No entanto, o tipo de emprego, por exemplo, faz diferença, pois o aprendizado depende do trabalho desenvolvido. A maioria das vagas oferecidas no exterior é para trabalhos operacionais em que pouco se tem interação com outros profissionais”, explica Santos.

“Para mim foi mais fácil aprimorar o idioma nos estudos do que no trabalho”, conta o estudante Henrique Jun Fujiwara Moribe, que em 2001 fez colegial na Austrália. “Facilita pois você só vai para estudar e não tem outras preocupações,” acha.

Moribe também saiu do país esse ano, mas para trabalhar. Vivenciou uma experiência de quatro meses na fábrica da Suzuki no Japão. “Trabalhei na linha de montagem da empresa por isso, no meu caso, tive pouco contato com o idioma. Aprimorei o que já sabia no dia-a-dia da cidade, na convivência com as pessoas”, revela.

“Não podemos esquecer que a experiência profissional no exterior é sempre muito bem vinda quando se volta ao mercado de trabalho do país de origem”, lembra Santos. “Porém, é preciso tomar cuidado com o tempo em que se ausenta do mercado, pois ele é muito dinâmico”, acrescenta.

Segundo a gerente de produtos da Central de Intercâmbio, Giselle Mainardi, a agência de intercâmbio oferece um programa de estágio na Austrália que possibilita aprimorar o idioma no trabalho. O programa, oferecido para estudantes e recém-formados, oferece diversas oportunidades de emprego em áreas como marketing, negócios, enfermagem, engenharia, turismo e agricultura.

“Acredito que o aprendizado de fato ocorra pois as áreas exigem relação direta com chefes e demais funcionários. Antes o mercado procurava quem tinha curso superior, depois conhecimentos em algum idioma. Agora, a experiência internacional é o mínimo”, acredita Mainardi. “Trabalhar no exterior duplica conhecimentos, garante novos saberes e tem como conseqüência crescimento profissional”, complementa, revelando que as principais áreas de procura para trabalho no exterior são de turismo, administração, marketing, engenharia mecatrônica, relações internacionais e informática.

Outra possibilidade é um programa oferecido pela agência de intercâmbio que une estudo e trabalho remunerado no Canadá. Segundo a gerente de produtos da CI, Luiza Vianna, o programa voltado para as áreas de turismo e hotelaria coloca os profissionais em contato direto com o idioma pelas oportunidades de trabalho em cassinos, resorts, estações de esqui e recepção. O programa dura de seis meses a um ano, sendo que o trabalho não pode exceder o tempo de estudo.

“São no mínimo 12 semanas de curso de inglês em Vancouver ou Toronto, e 12 de trabalho em hotéis ou áreas de atendimento a turistas em Rocky Mountain, costa Oeste do Canadá”, revela.

Postado em 25/04/07


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