| |
Intercâmbio universitário promove desenvolvimento
Julia Dietrich
Intercâmbios
nas férias, cursos combinados e vivências temporárias
no exterior são reconhecidas como um grande diferencial no
candidato que presta um processo de seleção. Porém,
estudar parte da vida acadêmica, seja na graduação
ou na pós, em instituições do exterior respondem
aos maiores requisitos do mercado de trabalho e dialogam diretamente
com a preocupação da colaboração científica
internacional.
Tão importante
é a troca de experiências e conteúdo entre professores
e alunos das universidades do mundo que diversas instituições
de pós-graduação exigem como pré-requisito
do curso que o aluno tenha feito parte da sua graduação
fora do país. Por isso, o governo brasileiro e dos países
com interesse e produção acadêmica têm
estabelecido redes e parcerias para trocar quadros de funcionários
e de estudantes e experiências.
Nesta perspectiva,
diversas instituições brasileiras vêm firmando
acordos de cooperação internacional que permitem ao
estudante conhecer e viver experiências no exterior. Exemplo
tradicional para esse tipo de programa é a rede Erasmus que
recém completou 20 anos de existência. A rede de intercâmbios
tem sua sede na Europa, mas recebe estudantes de diversas partes
do globo e a procura é tão crescente que a União
Européia aumentou a verba destinada à ação
de 1 para 3 bilhões de euros para os próximos sete
anos.
Porém,
segundo reitor da Universidade Politécnica de Madri, Javier
Uceda, a América Latina (dado o ingresso tardio na academia
contemporânea) ainda pouco aproveita desse processo. “Na
Europa há uma cultura maior de intercâmbio universitário
que foi muito bem reconhecido e regulamentado pelo Tratado de Bolonha”,
explica.
Como solução
e incentivo destas parcerias, o reitor cita a necessidade de se
investir na dupla titulação que consiste, basicamente,
em ceder dois diplomas diferentes para o estudante que participa
de intercâmbios na graduação. “Isso contribui
para o desenvolvimento do país. As empresas querem este profissional
que tem experiência em outras culturas, que freqüentou
outros ambientes e, além da provável proficiência
em outro idioma, tem contatos internacionais”, reitera.
Além
da própria inserção no mercado de trabalho
e do crescimento pessoal, o estudante que investe na graduação
e pós no estrangeiro contribui para o crescimento e desenvolvimento
científico do país. “Forma-se uma rede, na qual
as experiências podem ser discutidas em conjunto. Dados são
reavaliados e repensados, quando há espaço para a
troca de conhecimento e o progresso científico vem como conseqüência”,
explica o presidente da junta diretiva do Centro Interniversitario
de Desarollo (CINDA), da Espanha, Carlos Angulo.
Para ele, o
intercâmbio universitário deve ser utilizado como ferramenta
para garantir a qualidade de ensino. Posição também
defendida por Uceda. “Com melhores programas, obtêm-se
mais recursos e com novos recursos potencializa-se a relação
da pesquisa com as empresas e novamente, são feitos novos
financiamentos para a própria universidade. Cria-se um ciclo
virtuoso na parceria mercado, capital e pesquisa”, pontua.
Entre os programas
que agregam o Brasil ao cenário internacional, destacam-se
o Tordesilhas e o Magalhães. O primeiro existe desde 2000
e reúne 22 instituições brasileiras, 13 espanholas
e seis portuguesas na perspectiva do ensino colaborativo e da facilidade
de intercâmbio para os estudantes e profissionais universitários.
Já o Magalhães, trabalha somente com a USP, Unicamp
e UFRJ em uma rede de relações com universidades de
25 países europeus e outros 33 da América Latina e
Caribe.
Em ambos os
casos e mesmo em outros programas, existem diversos tipos de incentivo
financeiro e ajuda de custo para manter os intercambistas em outros
países. E, além dos programas de colaboração,
existem variadas bolsas concedidas por universidades e pelos governos
estrangeiros para estudantes brasileiros. Tradicionais universidades
do globo reservam inclusive parte de suas vagas para receber intercambistas.
“Todos os países desenvolvidos e boa parte dos em desenvolvimento
perceberam o quanto é premente internacionalizar o ensino
superior. O Brasil, com sua produção científica
de alto nível não pode ficar para trás”,
conclui Uceda.
|
| |
 |
No
exterior, é possível aprender idioma focado na área
profissional |
 |
Brasil
promove intercâmbio cultural |
 |
Histórias
de intercambistas são sempre uma surpresa |
 |
Porte
da cidade influência o tipo de intercâmbio |
 |
Estudar
mandarim é diferencial profissional do futuro |
 |
Facilidades
levam intercambistas à Inglaterra |
 |
Graduação
no exterior é bem vista pelo mercado |
 |
Mundo
árabe é opção para intercâmbio |
 |
Terceira
idade também busca intercâmbio |
 |
Blogs
transformam-se em diários de bordo |
 |
Intercâmbio
une ensino de idioma e lazer |
 |
Jovem
viaja por conta própria para conhecer novas culturas |
 |
Oito
mil estudantes brasileiros usam as férias para trabalhar
no exterior |
 |
Idioma
se aprende com vivência cultural |
 |
Criança
também pode estudar no exterior |
 |
Trabalho
voluntário no exterior valoriza currículo |
 |
Dificuldade
de adquirir visto determina rota de intercambistas |
 |
Intercambista
deve tomar cuidados para estadia segura |
 |
Deficiência
não impede sonho de quem quer fazer intercâmbio |
 |
Au
Pair no exterior ajuda no futuro profissional |
|
|