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No exterior, é possível aprender idioma focado na
área profissional
Karina Costa
Para quem não
tem tempo de encarar um curso de línguas no exterior que
inclui extensa jornada de atividades culturais e de lazer, é
possível aprender ou aperfeiçoar o idioma de interesse
em cursos mais focados nas necessidades do trabalho.
“São
cursos bem direcionados. Os profissionais aprendem para a prática
de seu dia-a-dia. Há, por exemplo, inglês voltado para
business, para jornalismo e advocacia”, diz a gerente de produtos
da CI, Luiza Vianna, lembrando que pela agência, a maioria
dos profissionais busca o inglês como primeira opção,
tendo como destino Inglaterra, Estados Unidos e Canadá. Espanhol,
italiano, francês e alemão aparecem como outros idiomas
muito procurados.
O diretor da
Catho Online, Constantino Cavalheiro, vê essa forma de intercâmbio
como tendência. “Tudo é conseqüência
do crescimento das empresas e mercados. O estudo de outros idiomas
é fundamental”, aponta. Justamente por conta da globalização,
para o especialista, aprender o inglês deve ser a primeira
opção de qualquer profissional, exceto para aqueles
que trabalham em empresas que tem outra língua materna. “Outro
idioma só deve ser escolhido para estudo caso o profissional
seja fluente no inglês. Para os brasileiros, é importante
também o espanhol, visto que nossos vizinhos falam esse idioma”,
alerta.
Cavalheiro lembra que os profissionais também têm a
opção de procurar por um curso a distância antes
de enfrentar uma jornada internacional. “Há muitos
cursos de qualidade que são oferecidos via Internet, pois
antes de ir para o exterior é importante ter uma base. Uma
coisa é ir sabendo o que é básico, outra é
ir já com certo conhecimento”, opina.
Ele alerta também
que esse tipo de curso mais focado pode ser feito no Brasil. “Há
cursos de imersão realizados em lugares como chácaras
e sítios, mas é importante que seja feito um pacto
entre os profissionais para que se concentrem em tais objetivos.
“Se o profissional vai para o curso e conversa em português
na convivência com o grupo, gastou dinheiro à toa,”
diz.
Indo para o
exterior, o especialista indica que o profissional se instale, de
preferência, em cidades pequenas. “A chance de encontrar
conterrâneos é menor. Serão 24 horas diárias
de convivência e absorção do idioma”,
completa.
“Faz diferença
ir para o exterior, pois as pessoas que se deslocaram para fazer
o curso têm, certamente, os mesmo objetivos. Melhora o idioma,
acrescenta uma experiência internacional no currículo
e ainda possibilita a formação de uma rede de contatos”,
explica Vianna.
Cavalheiro acredita
que além de cursos de idiomas, outros cursos de aprimoramento
só devem ser feitos se, de fato, contribuírem com
os objetivos do profissional e da empresa. “Todo investimento
deve estar alinhado à estratégia de carreira e de
interesse da empresa. Além disso, como no Brasil, o exterior
conta com escolas boas e ruins. Por isso, é preciso tomar
cuidado e pesquisar escolas que realmente sejam renomadas e reconhecidas
pelo mercado de trabalho”, acredita.
Vianna, explica
que, pela agência que ela representa, os profissionais podem
contratar tal serviço em duas modalidades: um é voltado
para quem não tem conhecimento no idioma desejado, mas não
tem muito tempo para ficar fora do país onde trabalha, o
outro auxilia quem já domina o idioma a voltar seus estudos
para preparar apresentações em público, organização
de reuniões ou mesmo para aprender conceitos da área
de trabalho. Os cursos são realizados em pequenos grupos
de pessoas com o mesmo interesse ou são ministradas aulas
particulares.
Postado
em 28/11/07
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