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Marta abre concurso para 5.984 vagas de professor
A Prefeitura
de São Paulo inicia hoje, 3 de agosto, o processo de contratação
por concurso de 5.984 professores com a publicação
de edital no Diário Oficial do Município. A medida
servirá para diminuir o déficit de profissionais da
área - mas não resolverá o problema, segundo
a Secretaria Municipal da Educação.
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mais:
Marta abre concurso para 5.984 vagas
de professor
A Prefeitura
de São Paulo inicia hoje, 3 de agosto, o processo de contratação
por concurso de 5.984 professores com a publicação
de edital no Diário Oficial do Município. As inscrições
serão aceitas entre 27 de agosto e 12 de setembro. As provas
estão previstas para o início de novembro. A medida
servirá para diminuir o déficit de profissionais da
área - mas não resolverá o problema, segundo
a Secretaria Municipal da Educação.
No dia 31de
julho, a prefeita Marta Suplicy (PT) autorizou a contratação
em caráter de emergência (sem concurso público)
de 1.900 professores. Apesar de estar prevista na Lei 10.793, de
21 de dezembro de 1989, a medida foi criticada pela oposição
e por membros da base de sustentação da prefeita na
Câmara. O vereador e presidente licenciado do sindicato da
categoria, Cláudio Fonseca (PC do B), por exemplo, criticou
a morosidade da Prefeitura na abertura de concurso, o que teria
ocasionado a contratação de emergência.
A Secretaria Municipal da Educação alega que as contratações
sem concurso servirão para atender a uma demanda inesperada
nos cursos supletivos do segundo semestre. De acordo com a Assessoria
de Imprensa da secretaria, cerca de 15 mil pessoas se inscrevem
semestralmente nos supletivos. Neste semestre, o número pulou
para 60 mil.
O critério
de escolha sem concurso dos professores é o seguinte: cada
um dos 13 Núcleos de Ação Educativa (antigas
Delegacias Regionais de Ensino) tem um cadastro de professores,
que são hierarquizados por pontos, definidos por tempo de
docência; à medida que a Prefeitura precisa dos profissionais
eles são chamados, respeitando a hierarquia.
Os contratos
de emergência com os profissionais têm duração
de seis meses e podem ser renovados por mais seis. A Secretaria
da Educação ainda não sabe se a atual contratação
sem concurso será prorrogada no ano que vem. Segundo a Assessoria
de Imprensa da pasta, é provável que as vagas sejam
completamente preenchidas pelos concursados.
O processo de
contratação por concurso deve estar concluído
até o fim do ano. As incrições podem ser feitas
em qualquer agência do Banespa. Quem já é funcionário
estável da Prefeitura terá de preencher uma ficha
no prédio da Coordenadoria dos Núcleos de Ação
Educativa (Conae 2), na Avenida Angélica, 2.606.
Marta disse
ontem, 2 de agosto, que é contra a inclusão dos servidores
inativos nas contas da Educação mas, na condição
de chefe do Executivo, não tem como excluí-los. "O
PT é muito dividido a esse respeito e, pessoalmente, tiraria
os inativos. Adoraria poder investir tudo em educação",
afirmou. "Agora, como prefeita, não tenho nenhuma condição,
não temos de onde tirar esse dinheiro." A inclusão
representa um gasto de R$ 460 milhões, metade dos investimentos
com a pasta.
Pela Lei Orgânica
Municipal, a administração é obrigada a investir
30% da receita em educação. O ex-prefeito Celso Pitta
(PTN) teve suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Município
(TCM) por, entre outros motivos, incluir os servidores inativos
na conta e não gastar o mínimo exigido para a área.
Nos seis primeiros meses, Marta utilizou 23% da receita com o ensino.
(O Estado de
S. Paulo)
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