|
Carreiras no mercado e na academia
se entrelaçam
Ao optar por fazer um curso de pós,
alguns miram a carreira acadêmica. Outros têm como objetivo
se aperfeiçoar e valorizar seu passe no mercado.
Essas duas linhas deixaram de ser antagônicas
para se tangenciarem em muitos pontos. Quando a indústria
encontra a pesquisa, valorizam-se doutores. Onde o mercado precisa
de especialistas, valorizam-se os docentes que irão qualificá-los.
Para traçar um quadro de especialidades
que estão em ascensão tanto na academia como no mercado,
a Folha conversou com especialistas dos dois lados e, nesta edição
especial, pontua algumas áreas que prometem campo fértil
para pesquisa e vagas no mercado.
O estudo compensa: os cinco maiores
salários do país são de profissionais que fizeram
curso de pós-graduação, aponta uma pesquisa
publicada em outubro do ano passado pelo Centro de Políticas
Sociais da Fundação Getulio Vargas.
No topo da lista figuram mestres e
doutores na área de medicina, que têm salário
mensal médio de R$ 8.966.
Logo atrás vêm pós-graduados
em administração (R$ 8.012), direito (R$ 7.541), ciências
econômicas e contábeis (R$ 7.085) e engenharia (R$
6.938). A pesquisa também mostra que o aumento de salário
pode chegar a 15% por ano adicional de estudo.
Há, porém, diferenças
regionais. Na cidade de São Paulo, por exemplo, os médicos
perdem para os pós-graduados em administração,
que têm renda média de R$ 10.719.
Quando analisada a probabilidade de
obter emprego, quem fez pós em medicina tem 18 vezes mais
chance de obter uma nova colocação do que quem não
fez. A pesquisa pode ser consultada no endereço www.fgv.br/cps/iv.
Qualidade
Quando se trata de qualidade, os números
mudam de direção. Apesar de não figurar na
seara dos mais bem pagos, a área de ciências exatas
e da terra é campeã em notas sete na avaliação
da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior).
Seus cursos somam 23 dos 82 conceitos
máximos aferidos pelo órgão na última
avaliação trienal (de 2004 a 2006).
Já entre as áreas que
mais titulam, a saúde é líder na formação
de doutores: foram 987 em 2007. A maior quantidade de mestres está
nas ciências humanas (2.302), nos cursos de educação,
área que mais oferece programas de pós.
Confira, nas próximas páginas,
quais são as especialidades em evidência em cada uma
das nove áreas do saber, como os programas são avaliados,
como custear os estudos com bolsa ou financiamento bancário
e quais são as modalidades de pós - desde a especialização
até o pós-doutorado.
(Folha
de S.Paulo)
|