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Portadores de deficiência física vão pedir redução
de ICMS para ônibus
Lideranças
de portadores de deficiência de São Paulo pedem redução
ou isenção sobre Circulação de Mercados
e Serviços (ICMS).
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mais:
Portadores de deficiência física vão pedir redução
de ICMS para ônibus
Se um sistema
desorganizado já complica a vida de qualquer cidadão,
a falta de transporte é uma das maiores causas da exclusão
social numa metrópole.
Lideranças
dos portadores de deficiências de São Paulo começaram
a se organizar para encaminhar aos governos pedido de incentivos
fiscais para ônibus adaptados.
A idéia
é pedir redução ou isenção do
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS). "Se os táxis contam com esse benefício,
nada mais justo que o transporte coletivo também receba o
mesmo tratamento", afirma José Oliveira Justino, integrante
do Conselho Estadual para Assistência das Pessoas Portadoras
de Deficiência.
Justino, que
é deficiente visual, fala, sobretudo, em nome das pessoas
que não podem subir em ônibus sem acesso para cadeiras
de rodas. "Mas, além dos deficientes, pessoas idosas,
obesas e mesmo grávidas têm dificuldades no acesso
aos veículos", lembra.
O cálculo
de Justino é simples. Um ônibus com entrada adaptável
para deficientes físicos custa em torno de R$ 250 mil e um
convencional, R$ 190 mil. A redução de ICMS cobriria
a diferença. "É fácil concluir que os
empresários se interessariam por esse veículo, pelo
mesmo preço", observa.
Segundo ele,
somente na cidade de São Paulo há pelo menos 1,1 milhão
de deficientes. A discussão será, agora, encaminhada
aos fabricantes dos ônibus, para, posteriormente seguir em
forma de reivindicação aos governos.
As iniciativas
isoladas não são suficientes. "Antes de pensar
em pleitear um emprego ou se inscrever num curso, o deficiente precisa
saber se o transporte coletivo que o levará ao destino conta
com alguma adaptação", destaca Justino. "Essa
pessoa está excluída da escola e do trabalho porque
não conta com um meio para chegar até lá",
completa.
A tarifa, tema
que sempre atrai polêmica, é outro fator de exclusão
social. Muita gente tem de andar longos percursos a pé por
não ter dinheiro para o transporte. Mas empresários
e autoridades concordam que o custo dos sistemas não pode
ser repassado à tarifa.
(Valor –
24/11/03)
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