Escolas particulares são processadas por pirataria de software

O uso de programas de computador irregulares por escolas, universidades e centros de treinamento de informática chamou a atenção da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). Denúncias recebidas apontaram a grande incidência de pirataria no setor e estimularam a criação de uma campanha dirigida ao segmento, que inclui atividades de marketing e a intensificação das ações antipirataria.

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Escolas particulares são processadas por pirataria de software

O uso de programas de computador irregulares por escolas, universidades e centros de treinamento de informática chamou a atenção da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). Denúncias recebidas pelo Telepirata (0800-110039) e pelo site Regularize (www.regularize.com.br ) apontaram a grande incidência de pirataria no setor e estimularam a criação de uma campanha dirigida ao segmento, que inclui atividades de marketing e a intensificação das ações antipirataria.

As entidades investigam o uso de programas de computadores piratas em 13 mil instituições de ensino particulares distribuídas pelo Brasil. Até o momento, 300 escolas foram notificadas para a regularização dos softwares utilizados e 2.500 receberam ligação destas entidades para obterem auxílio na verificação da legalidade dos programas instalados. Somente nos últimos 30 dias, mais de 250 notificações extrajudiciais foram enviadas e seis ações judiciais foram iniciadas contra instituições de ensino que usavam programas irregulares.

De acordo com a Lei do Software, nº 9.609/98, a multa por uso irregular de programas de computador é equivalente a 3.000 vezes o valor de cada software pirata encontrado. "Por sua responsabilidade social, estas instituições contam com condições comerciais diferenciadas em relação a outras áreas. Respeitar a propriedade intelectual e demais normas de funcionamento do Estado é o mínimo esperado de entidades que recebem incentivos fiscais do governo", diz Rodrigo Munhoz, coordenador da campanha antipirataria da Abes.

Um estudo da consultoria PriceWaterhouse Coopers informa que, se a taxa de pirataria de software caísse para aproximadamente 25%, equivalente a da América do Norte, o setor deixaria de perder R$ 1,7 bilhão em faturamento e quase 25 mil novos empregos seriam gerados. Além disso, aproximadamente R$ 1,2 bilhão seriam arrecadados em impostos diretos e indiretos.

(Último Segundo - 04/12/02)

   
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