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Curso de inglês
aposta em franquia
Os empreendedores
interessados em investir no ramo de educação têm
hoje um amplo leque de opções no setor de franquias
de escolas de inglês. Os principais grupos brasileiros de
idiomas vêm apostando em novos mercados para crescer por meio
de franqueados. Levantamento feito pelo Valor aponta que o custo
para abrir uma escola de língua pode variar de R$ 40 mil
a R$ 200 mil.
A Fisk, que
atua no mercado também com a bandeira PBF, está apostando
na expansão dentro e fora do país. A companhia, que
tem 838 escolas, quer abrir mais 50 neste ano, por meio das franquias.
Por fora, aposta no mercado argentino, onde já possui 20
unidades. "A Argentina é a nossa menina dos olhos, pois
apesar da crise, o interesse da classe média pelo ensino
de inglês á cada vez maior", explica Christian
Ambrof, supervisor de franquias da rede.
Assim como as
empresas concorrentes, o interessado em abrir uma escola Fisk ou
PBF precisa passar por uma pré-avaliação das
condições financeiras, além de ser submetido
a uma avaliação pedagógica, no caso da pessoa
encarregada de supervisionar os cursos dentro da escola. A Fisk
não cobra taxa de franquia e royalties sobre faturamento.
Os compromissos do franqueado se limitam à padronização
das instalações - basicamente a identidade visual
- e à compra do material didático. O investimento
mínimo é de R$ 40 mil.
Na CCAA, o sistema
é ainda mais flexível. No último ano, a empresa
praticamente eliminou todas as unidades próprias, reduzindo
o patrimônio de 33 para apenas duas unidades. As outras 832
escolas são franqueadas. "A nossa filosofia é
a de oferecer a maior liberdade possível para o franqueado",
diz Rogério Gama, diretor de marketing da CCAA.
Liberdade total
significa o não pagamento de taxas ou royalties, com padronização
basicamente na fachada da escola e, claro, no material didático,
grande filão do negócio. A CCAA comercializa 2 milhões
de livros por ano.
Gama explica
que o custo básico de unidade é de R$ 50 mil, mas
o valor médio das franquias oscila entre R$ 120 mil e R$
150 mil. Nas escolas de maior porte, o investimento chega a R$ 400
mil.
A rede CNA,
que tem 300 unidades no país, sendo 290 franqueadas, atua
em duas frentes de expansão. A primeira é a franquia
convencional, cujos investimentos médios são de R$
200 mil. A diferença é que a CNA cobra uma taxa de
franquia média de R$ 20 mil a R$ 25 mil, sem ônus com
royalties.
Outra modalidade
em experiência é a "franquia-escola", focada
no interior de São Paulo. As taxas de franquia são
menores - de R$ 15 mil a R$ 17 mil - e têm como alvo colégios
de ensino convencional. As unidades operariam dentro da escola.
O primeiro projeto foi implantado na cidade de Primavera do Leste.
"Este é um novo modelo de negócio, que dá
atenção especial aos empresários que são
do ramo educacional", diz o diretor geral da rede, Décio
Pecin Júnior.
Serviço:
CCAA - (0xx21) 501-5000; CNA - (0xx11) 3887-3727; Fisk (0xx11) 5573-7000;
Yázigi (0xx11) 3884-9600
(Valor)
Casal troca negócio de cerveja por Yázigi
O empresário
paulistano Marcos Gracioso e sua mulher, Valéria Schandert,
jamais imaginariam que a fusão entre Brahma e Antarctica,
que originou a AmBev, mudaria tão radicalmente o rumo de
seus negócios. Gracioso tinha 50% de participação
da distribuidora Pingüim, da Antarctica, em Fortaleza. Com
a fusão, vendeu a companhia para a própria AmBev e
decidiu voltar para São Paulo.
"Quando
cheguei, no início do ano passado, comecei a procurar um
negócio e optei por um franquia de escola de idiomas",
diz. Depois de uma detalhada pesquisa, ele optou pelo Yázigi
Internexus, a partir do pagamento de uma taxa de franquia de R$
10 mil. Segundo Gracioso, a escolha do Yázigi se deu pela
maior rigidez do contrato. "Não tive a sensação
de real compromisso em um negócio no qual nada se paga para
entrar e há liberdade demais no formato das instalações",
afirmou.
Gracioso também
considerou a proposta do Yázigi mais clara em relação
à territorialidade, impedindo que mais franqueados se instalem
próximos de sua unidade, na zona sul da capital paulista.
O investimento
total no negócio foi de R$ 200 mil. Gracioso espera obter
retorno do capital em um ano. "Para conseguir o equilíbrio
financeiro, preciso de 140 alunos, sendo que já consegui
77 matrículas logo na abertura das inscrições",
diz Gracioso.
O Yázigi possui 338 unidades franqueadas e pretende abrir
mais 30 neste ano. O preço de tabela da franquia varia de
R$ 13 mil a R$ 17 mil, sem royalties. O custo de abertura da escola
varia de R$ 50 mil a R$ 170 mil, segundo a empresa.
(Valor)
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