|
Servidores do ensino público
federal terão alta de 55% no piso salarial
Foi sancionado
projeto que cria o plano de carreira dos servidores das universidades
e escolas federais. O novo plano de carreira permitirá um
aumento de 55% no piso salarial dos servidores do ensino público
federal.
Leia
mais:
- Servidores do ensino público
federal terão alta de 55% no piso salarial
- Federais abrirão concurso
para 3,3 mil professores
Servidores do ensino público
federal terão alta de 55% no piso salarial
O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva saiu ontem (12/01) em defesa do
funcionalismo público e reconheceu que a maioria dos trabalhadores
do governo federal ganha “aquém do que a dignidade
da profissão exige”. As declarações de
Lula foram feitas durante a solenidade no Palácio do Planalto
em que foi sancionado projeto que cria o plano de carreira dos servidores
das universidades e escolas federais. O novo plano de carreira permitirá
um aumento de 55% no piso salarial dos servidores do ensino público
federal. O piso passará de R$ 452 para R$ 701,98 a partir
de março.
Também
ontem o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
autorizou a realização de concurso público
para 3.300 professores efetivos das universidades e escolas federais.
Serão 800 vagas para professores de ensino fundamental e
médio e 2.500 para ensino superior.
O Ministério
da Educação (MEC) pediu seis mil vagas para professores
das universidades federais. Dessas, 3.300 estão sendo autorizadas
agora. As demais serão preenchidas até o fim de 2006.
Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições
Federais de Ensino Superior (Andifes), seriam necessários
oito mil professores para preencher as vagas do quadro de pessoal
das universidades federais.
Para Lula, o
governo deu início a um processo de justiça na carreira
dos servidores. “É muito, mas não é tudo
e, quem sabe, seja pouco ainda diante do que nós temos que
fazer para consolidar um funcionalismo público que possa
ser tratado com respeito e com decência neste país”,
disse.
Lula ressaltou
a qualidade e a dedicação do servidor, que, na sua
opinião, é acima da média. Ele combateu idéias
generalizadas de que os trabalhadores da iniciativa privada trabalham
muito e ganham pouco, enquanto servidor público tem fama
de trabalhar pouco e ganhar muito.
“É
só pegar, aqui no Palácio do Planalto, 50 profissionais
da mais alta competência e comparar com os salários
da iniciativa privada e vocês vão perceber que os nossos
ganham um terço. E o que me impressiona é a dedicação
das pessoas”, conta.
O presidente
reconheceu que o Estado brasileiro tem dívidas históricas
com o servidor e acrescentou que a intenção é
construir uma base sólida para que a máquina pública
seja tratada dignamente por qualquer governo, como ocorre nos países
democráticos. Lula lembrou que no final da década
de 80 e início da década de 90, ser funcionário
público era sinônimo de “coisa ruim” e
muitos tinham vergonha de dizer sua profissão.
No discurso,
ao defender uma solução negociada para os impasses
entre servidores e governo, o presidente comparou os sindicalistas
a irmãos que brigam por qualquer motivo e cobrou coragem
dos sindicalistas: “Nem todos têm autoridade para chegar
numa assembléia e propor parar a greve, porque a proposta
é razoável. O primeiro que gritar lá embaixo
assusta o orador e ele prefere permitir que a greve termine por
inanição, que é a forma mais covarde de alguém
ser dirigente sindical. É não ter coragem de dizer
para a categoria aquilo que está na hora de fazer”.
(O Globo)
Federais abrirão concurso para
3,3 mil professores
O Ministério
do Planejamento editou portaria autorizando as instituições
federais de ensino a fazer concurso público para contratação
de 3,3 mil professores. São 800 vagas para professores de
ensino fundamental e médio e 2,5 mil de ensino superior.
A data para a realização do concurso ainda não
está definida.
Segundo o Ministério
da Educação, os candidatos aprovados devem tomar posse
a partir de julho. O MEC informou que também está
fazendo um levantamento do número de vagas e do custo para
abrir concursos para servidores técnico-administrativos nas
universidades federais. As 2,5 mil contratações de
professores universitários fazem parte do total de 6 mil
novas vagas cuja abertura foi anunciada em outubro pelo ministro
da Educação, Tarso Genro.
A portaria do
Ministério do Planejamento, publicada na segunda-feira, amplia
o número de contratações, autorizando concurso
também para professores de ensino médio e fundamental.
Segundo o Ministério da Educação, outras mil
vagas de professores universitários devem ser abertas ao
longo deste ano e outras 2,5 mil até o fim de 2006.
A quantidade
para cada instituição será divulgada pelo ministério
com base em levantamento que vem sendo feito com a Associação
Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais
de Ensino Superior (Andifes). O ministro Tarso Genro se comprometeu
ainda a avaliar a política de reposição automática
das vagas abertas por aposentadoria, que está suspensa há
sete anos.
(O Estado
de S. Paulo)
|