Ensino superior a distância cresce 100%

Quase 310 mil alunos fazem curso a distância no país, ou seja, sem a presença física na sala de aula. Esses são os dados do primeiro levantamento amplo de educação não-presencial no país feito pelo Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância 2005

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Ensino superior a distância cresce 100%

Quase 310 mil alunos fazem curso a distância no país, ou seja, sem a presença física na sala de aula. Na graduação e na pós-graduação, dobrou o número de estudantes matriculados nessa modalidade entre 2003 e 2004. Esses são alguns dados do primeiro levantamento amplo de educação não-presencial no país. O Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância 2005, a pesquisa é a primeira a contabilizar números desse tipo de ensino em âmbito federal, estadual e municipal.

Até então, eram conhecidos apenas dados sobre graduação e pós-graduação (nível federal), tabulados pelo Ministério da Educação (MEC). O estudo, antecipado à Folha, será exposto hoje (16/06), no seminário promovido pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), na universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

Segundo o anuário, são 309.957 alunos matriculados em instituições credenciadas oficialmente a ministrar cursos a distância em que são emitidos certificados ou diplomas válidos no sistema nacional. Estima-se que, consideradas as modalidades que não necessitam de autorização, o número chegue a 1,1 milhão. As principais modalidades oferecidas são pós-graduação, graduação, educação de jovens e adultos (antigo supletivo) e técnico. O MEC autoriza e regula os dois primeiros; as secretarias são responsáveis pelos demais.

Como a graduação e a pós-graduação a distância já possuíam levantamentos anteriores, feitos pelo MEC, é possível fazer um comparativo do setor: em 2003, havia 76.769 alunos matriculados nessas modalidades; no ano seguinte, o número saltou para 159.366. Tal crescimento faz com sejam necessárias políticas mais eficientes de controle, afirmam especialistas da área.

Segundo pesquisadores e alunos, as vantagens do ensino a distância são a economia de tempo, a facilidade de acesso ao material e a possibilidade de interação entre alunos, em salas de chat que oferecidas nos cursos via internet. A aluna Larissa Maria Duarte de Araújo, 30, destaca o contato que ela tem com alunos de outros Estados. Ela mora em Recife e faz pós-graduação em cultura da moda na Anhembi Morumbi, em São Paulo. "É um intercâmbio cultural muito grande."

Por outro lado, entre os pontos negativos, estão a dificuldade de se informar sobre a idoneidade da instituição e a necessidade de uma disciplina maior, já que não há um horário fixo de aula. Para o primeiro problema, o presidente do grupo de trabalho de educação a distância da USP, Carlos Alberto Dantas, recomenda que o estudante verifique no órgão competente se a instituição está credenciada a oferecer o curso.

Para o segundo, varia para cada estudante, dizem especialistas. "Tenho a preocupação de tentar entrar (no sistema) todo o dia", conta a professora Sandra Xavier, 46, que faz pós-graduação a distância em educação do Senac. O anuário foi feito em parceria entre a Abed e o Instituto Monitor, primeira empresa a oferecer ensino a distância no país.

Nos primeiros três meses deste ano, foram consultadas todas as instituições credenciadas no MEC e nos conselhos estaduais e municipais de Educação. Os dados têm como base o ano de 2004. Segundo o estudo, a mídia impressa é utilizada por 84% das instituições, ante 63% da internet.

(e-Learning Brasil – 16/06/05)

   

 

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