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MEC e MCT planejam implantação
do Portal de Livros
O Ministério
da Educação, por meio do Departamento de Projetos
Especiais de Modernização e Qualificação
da Secretaria de Educação Superior (Depem/Sesu), começa
a enviar, esta semana (21 de junho), ofício aos pró-reitores
de graduação das instituições de nível
superior solicitando a relação bibliográfica
básica dos cursos de graduação de todas as
áreas do conhecimento. A relação será
utilizada no Portal de Livros, que o MEC e o Ministério de
Ciência e Tecnologia (MCT) deverão disponibilizar para
a comunidade acadêmica. O prazo limite para envio dos dados
pelas universidades é 16 de agosto.
A elaboração
do Portal está sendo discutida por especialistas do MEC,
por meio da Sesu e da Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior (Capes), pelo MCT, através
do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência
e Tecnologia (IBICT), pelo Programa de Comutação Bibliográfica,
ligado aos dois ministérios, e conta com a colaboração
institucional e técnica da Comissão Brasileira de
Bibliotecas Universitárias (CBBU). O portal será uma
biblioteca virtual e vai permitir a leitura de textos integrais
dos principais livros utilizados nos cursos de graduação
por alunos, professores e pesquisadores, assim como pesquisa, consulta
e impressão.
Vantagens
- Ao disponibilizar livros didáticos para a comunidade acadêmica
e outros usuários, o Portal vai suprir as deficiências
enfrentadas pelas bibliotecas das instituições públicas
de ensino superior que dispõem de poucos recursos para comprar
livros. Outra grande vantagem, segundo o coordenador-geral de Projetos
Especiais do IBICT, Hélio Kuramoto, é que o Portal
vai colaborar para diminuir a pirataria de impressão de livros
didáticos.
A forma de pagamento
ainda está em estudo, mas, além da possibilidade da
utilização ser gratuita, a impressão das obras
poderá ser feita pelo mesmo valor cobrado pelas operadoras
de xerox ou por utilização de bônus adquiridos
do Programa de Comutação Bibliográfica (Comut).
"Os direitos dos autores e editores ficarão garantidos",
enfatiza Kuramoto. O gerente do Comut, Ricardo Rodrigues, lembra
que o Portal não vai substituir os livros impressos encontrados
nas bibliotecas das universidades, mas vai facilitar a leitura e
pesquisa a alunos e professores por disponibilizar obras que as
bibliotecas não podem comprar, por meio de acesso democrático
e barato.
"A disponibilização
dos títulos, no formato eletrônico, democratiza o acesso,
pois permite que um maior número de pessoas faça uso
do sistema", avalia a coordenadora de Acesso à Informação
Científica e Tecnológica da Capes, Elenara Chaves
Edler. A presidente da CBBU, Rildeci Medeiros, diz ser uma grande
iniciativa do Governo, "pois vai funcionar como complemento
ao acervo bibliográfico existente nas instituições
e a palavra de ordem do momento é a inclusão digital".
Pesquisa
- O aluno do curso de pós-graduação do Departamento
de Ciência da Informação e Documentação
da Universidade de Brasília, recém-saído do
curso de Letras da instituição, André Luiz
de Arruda, diz que, se bem construído, o Portal será
uma ferramenta útil na pesquisa.
"Ele deve
ter uma arquitetura simplificada. A coisa pior para um estudioso
é tentar pesquisar na rede, entrar na página indicada
e ter dificuldade de identificar os campos. A gente desiste de cara".
André diz ainda que hoje é muito difícil adquirir
livros nas bibliotecas, devido ao pequeno número de aquisição
das obras pelos acervos. "Cheguei a gastar R$ 200, no mês
passado, com compras de livros para uma disciplina".
Após
o levantamento, o MEC e o MCT vão realizar estudos sobre
o material enviado pelas universidades. Posteriormente, será
feito contato com os editores das publicações para
que seja negociada sua utilização no Portal.
(MEC –
24/06/04)
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