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Medo inibe professor de “brincar em sala de aula”
“ O maior
obstáculo ao uso de brincadeiras em sala de aula é
a insegurança dos professores”. É o que afirma
a psicopedagoga Tânia Ramos Fortuna, professora da Faculdade
de Educação da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul (UFRGS). Segundo ela, as atividades lúdicas desapareceram
da escola e ficaram relegadas ao recreio, no intervalo.
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Medo inibe professor de “brincar em sala de aula”
“ O maior
obstáculo ao uso de brincadeiras em sala de aula é
a insegurança dos professores”. É o que afirma
a psicopedagoga Tânia Ramos Fortuna, professora da Faculdade
de Educação da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul (UFRGS). Segundo ela, as atividades lúdicas desapareceram
da escola e ficaram relegadas ao recreio, no intervalo.
A psicopedagoga
vê dois motivos que podem explicar esse receio: ou o professor
não percebe como jogos coletivos possibilitam mais êxito
na vida escolar, ou não sabe lidar com a sala quando há
uma atividade. No entanto, Tânia prefere escolher a segunda
opção: “Os professores não querem brincar
porque os alunos ficam mais agitados, turbinados, excitados. Os
adultos sentem-se ameaçados”.
Hoje em dia,
como lembra a especialista, existe uma cisão entre o lazer
e o trabalho. Essa separação atinge também
as escolas, criando certos bloqueios quando se fala em usar as brincadeiras
como ferramenta pedagógica. ”É necessário
que a criança aprenda a brincar para viver com prazer. A
principal herança do brincar é a criatividade”.
E não
é por falta de boa vontade do professor. Tânia conta
que cada aluno tem seu tempo de brincar. Quando o educador propõe
uma brincadeira, há crianças que já se dispõem
a começar antes mesmo de aprender as regras, ao contrário
de outras, que só se integram depois que a brincadeira começou.
Mais tarde,
quando os jogos chegam ao fim, o movimento é o mesmo: cada
um se desconecta em momentos diferentes. Para Tânia, é
nesse ponto que os problemas aparecem para o educador. “Cada
um precisa do próprio tempo para se reconectar. É
um tempo pessoal, particular”, explica.
A solução
encontrada pela especialistas requer muita paciência e tato
do professor. “Ele deve aprender a renunciar ao controle,
permitindo que os grupos façam atividades diferentes ao mesmo
tempo, e que ele deixe de ser o eixo”, aconselha.
(Lilian Fernandes
- 16/09/2003)
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