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Faltam 250 mil professores no país, diz MEC
Levantamento
do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep),
do Ministério da Educação, constatou que o
número de docentes hoje em atividade não atende à
demanda das turmas de ensino médio e ao segundo ciclo do
ensino fundamental, de 5ª a 8ª série. Segundo o
MEC, existe uma carência de aproximadamente 250 mil professores
com formação de nível superior em licenciatura.
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Faltam 250 mil professores no país, diz MEC
O ensino médio
e o segundo ciclo do ensino fundamental, de 5ª a 8ª série,
têm uma carência de aproximadamente 250 mil professores
com formação de nível superior em licenciatura.
Um levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
(Inep), do Ministério da Educação, constatou
que o número de docentes hoje em atividade não atende
à demanda das turmas.
De acordo com
o estudo, são necessários 235 mil professores no ensino
médio e 476 mil para as turmas de 5 a 8 série, um
total de 711 mil docentes. Nos últimos anos, o número
de professores formados nos curso de licenciatura foi de 457 mil,
fazendo com o que o déficit seja de cerca de 250 mil docentes.
Em áreas
como física e química, a falta de professores é
tamanha que nem mesmo considerando as projeções de
formatura de novos docentes nos próximos sete anos haverá
quantidade suficiente para suprir as necessidades do sistema de
ensino.
Segundo o estudo
do Inep, o país precisaria hoje de pelo menos 55 mil professores
de física e o mesmo número de professores de química.
No período de 1990 a 2001 apenas 7.216 graduaram-se em física
e 13.559 em química. A estimativa do Inep é que até
2010 o país só vai formar mais 14.200 professores
de física e 25.300 de química.
O levantamento
foi feito a partir do censo escolar comparando o número de
turmas existentes hoje no país com o de professores formados
na última década. O governo não dispõe
de números exatos sobre professores formados antes de 1990
que ainda estejam exercendo a profissão.
O Inep deverá
realizar, ainda este ano, um censo específico para obter
o perfil completo do docente brasileiro. De acordo com o diretor
de Disseminação de Informações Educacionais,
José Marcelino Pinto, os dados mais atuais são de
1997 e não têm a carga efetiva de trabalho do professor,
seu curso de formação e área de atuação.
Para o secretário
de Ensino Médio e Tecnológico do Ministério
da Educação, Antônio Ibañez, o estudo
é mais um indicativo de que o governo deve estimular os cursos
de licenciatura, especialmente nas áreas que apresentam maior
carência de professores.
"Mesmo
que cada professor de física ou química desse aula
em três turnos, não atenderia nem a 50% da demanda",
disse Ibañez.
Ele acredita
que os baixos salários são uma explicação
para a carência de docentes que acabam sendo atraídos
para trabalhar em outras áreas. O MEC criou um grupo de trabalho
com o objetivo de buscar soluções para a falta de
professores. Segundo Ibañez, além de estimular a formação
de mais docentes, é preciso reavaliar a quantidade de horas-aula
dos professores de ensino médio e o número de alunos
por sala.
Ele defendeu
a criação de uma coordenação de aperfeiçoamento,
nos moldes da Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior (Capes), para professores do
ensino médio e de educação profissional. A
idéia é dar aos docentes um incentivo pelo trabalho
em sala de aula.
(O Globo
- 28/05/03)
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