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Reitores discutem formação
do professor
Cerca de 750 mil alunos estão
matriculados em cursos de graduação em 46 instituições
ligadas à Associação Brasileira de Reitores
de Universidades Estaduais e Municipais (Abruem). Dirigentes dessas
instituições estão reunidos nesta quarta-feira,
27, em Brasília, para discutir com especialistas e técnicos
do Ministério da Educação medidas como a construção
de um sistema nacional de formação de professores.
“Queremos aumentar o percentual de professores
das escolas públicas formados em instituições
públicas”, disse o ministro da Educação,
Fernando Haddad, na abertura do painel Oportunidade nas Políticas
Públicas do MEC para Universidades Estaduais e Municipais.
Segundo o ministro, a educação superior brasileira
responde por mais de 2% da produção científica
mundial — supera o desempenho de países como Israel,
Suíça e Suécia. Além disso, afirmou,
o país é o 15º no ranking dessa produção.
Na visão do ministro, falta, porém,
construir pontes entre a educação superior e a básica
para que a qualidade das universidades alcance as escolas públicas.
“Precisamos construir duas pontes: uma para melhorar a qualidade
do ensino e outra para aumentar a produtividade do trabalhador”,
afirmou. Para isso, destacou a importância da criação
de um sistema nacional de formação de professores
para a educação básica que integre todas as
instituições públicas de educação
superior — federais, estaduais, distritais e municipais.
“Estamos recolhendo todos os programas de
formação e construindo um marco regulatório
para dar consistência ao sistema de formação
de professores”, adiantou Haddad.
Um primeiro esboço do sistema de formação
ficará pronto até o fim do ano, com a edição
de portaria. Entre as sugestões do ministro para que as instituições
estaduais e federais ampliem a participação na formação
de professores está a ordenação de um plano
de expansão de licenciaturas presenciais. “Queremos
que as instituições se comprometam com as licenciaturas”,
enfatizou.
Inteligência
Além da formação de professores,
as parcerias com as instituições de educação
superior de estados e municípios podem ajudar o MEC, na avaliação
do ministro, a acompanhar o andamento dos planos de ações
articuladas (PAR) de cada estado, município ou do Distrito
Federal. A partir de um diagnóstico das dificuldades locais,
o PAR identifica ações específicas para melhorar
a realidade educacional. “Precisaremos da inteligência
das universidades”, destacou.
O sistema nacional de professores e o regime de
colaboração em torno da gestão integram o sistema
nacional de educação, que está “em gestação”,
segundo Haddad. Outro componente do sistema é o de avaliação,
estruturado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
(Inep), considerado referência na área.
“Nosso maior objetivo é somar forças
para tomar decisões, com impacto em médio e longo
prazo, que dêem sustentação às metas
previstas no PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação)”,
disse o ministro.
(Portal
MEC)
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