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Brasil analisa educação
a distância
Durante
quatro dias, aproximadamente mil pessoas discutiram sobre as tendências
do e-Learning, a atualidade do ensino a distância e a educação
do futuro, no evento que a Associação Brasileira de
Educação a Distância (Abed) organizou na cidade
de Salvador (Bahia), que iniciou dia 07.09.2004.
Entre outras
personalidades, participaram do evento o Secretário de Educação
a Distância do Ministério da Educação,
Marcos Dantas Loureiro, e os especialistas Françoise Marchessou
(França), Rand Spiro (USA), Carl Bereiter e Marlene Scardamalia
(Canadá), Michel Scriven (Nova Zelândia), e Jacques
Vauthier (França). Entre as organizações que
participaram, destacou-se a presença da Associação
de Entidades de Educação a Distância e Tecnologias
Educativas da República Argentina .
O Diretor de
Políticas em Educação a Distância, do
Ministério da Educação do Brasil (MEC), Sérgio
Franco, ressaltou que só neste ano o MEC investiu R$ 14 milhões
no fomento e a criação de cursos a distância,
destacando que atualmente cerca de 100 cursos de pós-graduação
e graduação deste tipo estão em funcionamento
no Brasil. Normalmente, quem os busca são pessoas adultas
incorporadas ao mercado de trabalho, afirmou o diretor.
Franco também
opinou que ainda existem preconceitos para os alunos formados fora
da educação convencional, disparando a polêmica
ao sublinhar que o Ministério da Educação sugere
que as instituições educativas não coloquem
no diploma que o curso foi realizado a distância.
Por sua vez,
o Coordenador do Pólo ABED na Bahia, Alfredo Matta, afirmou
que “a educação a distância acaba sendo
um ponto de convergência entre o desenvolvimento tecnológico,
comunicacional e computacional, para atender as necessidades sociais
de habilitação e preparação dos cidadãos
com o objetivo das novas formas de convivência e gestão”.
Entretanto,
o dirigente alertou sobre o atraso que atualmente existe no Brasil
em relação à aplicação da educação
remota. “Por melhores que sejam as propostas de educação
presencial existentes, que são muitas, não é
possível avançar, educar e formar cidadãos
e profissionais com a velocidade que o país precisa, sem
o auxílio e a participação da educação
a distância, que nos últimos anos foi fortalecida pelas
possibilidades de suporte digital e pelas redes de computadores”,
afirmou Matta.
Ao ser consultado
sobre alguns bons exemplos de implementação de educação
a distância, o Coordenador do Pólo ABED destacou que
o governo estatal da Bahia, através de sua Secretária
de Educação, construiu o projeto “Rede Educação”
que envolve as quatro universidades estaduais (UEFS, UNEB, UESB
e UESC), além da UFBA, a UNIFACS e a UCSAL, na construção
de uma proposta de formação de professores nesta modalidade,
destinada a todo o território estadual.
Também
no âmbito estadual, Matta ressaltou a atuação
da Fapesp, com as pesquisas que está realizando atualmente.
Ele também indicou que a Fapesp conseguiu a maior autorização
do Ministério da Educação, para ter até
60 mil estudantes a distância em várias áreas
do conhecimento, dentro e fora do Brasil.
Durante as sessões,
os especialistas concordaram que a forma de adoção
mais habitual do e-Learning no Brasil é a implementação
de soluções por meio da modalidade ASP (Application
Service Provider). “Em um país de dimensões
geográficas tão extensas, com suas diferenças
de nível social e suas dificuldades de acesso à educação,
as vantagens deste tipo de ensino são indiscutíveis”,
esta foi uma das análises mais escutadas nos corredores do
Hotel Bahia Othon Palace.
Entre os benefícios
concretos que a modalidade oferece às empresas, os especialistas
assinalaram a qualificação profissional, a economia
de custos e a competitividade.
(E-learning
América Latina) |
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