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SP
reduz verba de programa para deficientes
A Prefeitura
de São Paulo transferiu ontem (17/08), por meio de uma portaria,
R$ 1,2 milhão da verba anual destinada ao Programa de Acessibilidade
para Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida para a
produção de asfalto.
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SP reduz verba de programa para deficientes
- Villa-Lobos será
1º parque adaptado
SP reduz verba de programa para deficientes
A Prefeitura
de São Paulo transferiu ontem (17/08), por meio de uma portaria,
R$ 1,2 milhão da verba anual destinada ao Programa de Acessibilidade
para Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida para a
produção de asfalto.
A informação
foi publicada ontem no "Diário Oficial" do município.
Os recursos foram designados à Superintendência das
Usinas de Asfalto (SPUA) para a compra de materiais usados na fabricação
de asfalto.
O dinheiro havia
sido destinado inicialmente à Secretaria Municipal das Subprefeituras
para a realização de obras que facilitam o acesso
dos deficientes físicos a todos os pontos da cidade, como
o rebaixamento de guias e a construção de rampas.
Os recursos representam 40% do total destinado no Orçamento
municipal para o programa de acessibilidade neste ano, que era de
R$ 3 milhões.
Para o programa
de acessibilidade, estão comprometidos até agosto
deste ano R$ 1,641 milhão. Com a transferência desse
R$ 1,2 milhão, sobraram apenas R$ 158.426,80 que ainda podem
ser aplicados em favor dos deficientes físicos neste ano.
O decreto foi
assinado na última segunda-feira pela prefeita Marta Suplicy
(PT), pelo secretário dos Negócios Jurídicos,
Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira, pelo secretário de
Finanças e Desenvolvimento Econômico, Luís Carlos
Fernandes Afonso, e pelo secretário do Governo Municipal,
Jilmar Tatto.
Por meio de
nota divulgada no final da tarde de ontem, a Prefeitura de São
Paulo afirmou que investe, neste ano, R$ 4,3 milhões diretamente
em acessibilidade - R$ 1,6 milhão a mais do que o aplicado
em 2003. Diz ainda que os recursos deste ano estão divididos
nas secretarias de Habitação e das Subprefeituras.
Além
disso, a nota afirma que a prefeitura investe em acessibilidade
"nas ações das demais secretarias municipais,
que não aparecem em rubrica específica de acessibilidade"
e que "todos os projetos desenvolvidos atualmente pela prefeitura
contemplam acessibilidade".
A nota informa
ainda que o Atende, programa de transporte para quem tem alto grau
de mobilidade reduzida, assistia 300 pessoas em 2001 e, hoje, tem
3.000 pessoas atendidas. Também afirma que firmou parcerias
com entidades para ampliar a acessibilidade em vários estabelecimentos
(Folha de
S. Paulo)
Villa-Lobos será 1º parque
adaptado
Rampas, telefones
para deficientes auditivos e mapas táteis são alguns
dos dispositivos que tornarão o Villa-Lobos (zona oeste)
o primeiro parque de São Paulo completamente adaptado para
pessoas com deficiências físicas.
As obras de
requalificação do parque começaram no dia 14
de julho e a primeira fase será inaugurada no próximo
dia 29, às 11h, com a apresentação da orquestra
do maestro Diogo Pacheco e do violonista Turíbio Santos,
que é diretor do museu Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. No
repertório, obras do compositor carioca que dá nome
ao parque.
Toda a área
será acessível a deficientes, de modo que eles não
precisem de ajuda para se locomover ou se localizar, segundo o administrador
Flávio Scavazin. Nos banheiros, haverá adaptações
para usuários de cadeiras de rodas. Deficientes auditivos
terão telefones especiais. A fundação Dorina
Nowill, que trabalha com deficientes visuais, participou da elaboração
de mapas em braile e de marcações padronizadas no
solo, que indicam a localização do visitante.
A Secretaria
Estadual do Meio Ambiente, que administra o Villa-Lobos, disse não
ter outro parque na cidade com todas essas adaptações.
Nos parques municipais elas também estão ausentes,
segundo a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que promete, porém,
incluir a preocupação com a acessibilidade nos cinco
parques que pretende inaugurar neste ano.
A primeira fase
do projeto de revitalização do Villa-Lobos inclui,
além das mudanças para deficientes físicos,
a substituição e manutenção de brinquedos
e bancos, construção de um sistema de drenagem, reformulação
de placas e mapas, instalação de bebedouros e recuperação
nas pistas: são 1.500 km de ciclovia e 2.400 km de pistas
para caminhada.
Ao todo, serão
investidos R$ 3,5 milhões no projeto, dos quais R$ 600 mil
já foram gastos, segundo a Comgás (Companhia de Gás
de São Paulo), que patrocina a obra. Segundo a administração
do parque, para o ano que vem está prevista a criação
de 400 novas vagas no estacionamento do parque, que atualmente tem
capacidade para abrigar 750 carros.
A segunda fase
do projeto também está prevista para o ano que vem
e é ambiciosa: ela prevê a recuperação
de 350 mil m2 do parque que hoje estão fechados ao público.
A área quase equivale ao espaço atualmente utilizado,
de aproximadamente 400 mil m2.
Segundo a administração
do parque, essa área tinha uma infra-estrutura precária
e está isolada desde 2000, por questão de segurança.
O projeto a ser adotado, porém, ainda está em discussão,
e não há previsão de quando essa área
será aberta ao público.
(Folha de
S. Paulo)
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