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Empresas abrem as portas para deficientes
Dispostas a
dar sua parcela de contribuição social à cidade
que escolheram para se instalar, empresas multinacionais estão
eliminando barreiras para receber deficientes físicos, auditivos
e visuais. A norte-americana Kodak, gigante do setor de equipamentos
fotográficos, já está adequando as instalações
para poder ter entre os seus quadros pessoas portadoras de necessidades
especiais, construindo rampas e suas dependências. A LG e
a Samsung, empresas coreanas do ramo de eletroeletrônicos,
estão iniciando
seus processos de seleção entre os deficientes cadastrados
no programa Acesso à Cidadania, da Prefeitura de Manaus,
com chances concretas de contratação. As informações
foram divulgada pela Secretaria Municipal de Comunicação.
Todas são
unânimes em afirmar que, mais que o cumprimento de uma lei,
que estabelece reserva de 2 a 5% das vagas nas empresas para deficientes,
o que as move é o desejo de disseminar cidadania. "Estamos
apenas exercitando aqui valores que a empresa aplica em nível
mundial. E um deles é o respeito à dignidade e às
diversidades. Esse tem sido o nosso diferencial e por isso, nada
mais natural do que oferecer oportunidades às pessoas com
deficiência", conta Paulo Outi, gerente geral da Kodak
da Amazônia.
Como forma de
preparar também os funcionários para ter
entre seus colegas de trabalho pessoas com necessidades especiais,
Outi convidou para uma palestra técnicos da Secretaria Municipal
de Assistência Social e Cidadania (Semasc), que tem à
frente o secretário Sabé Reis, órgão
que coordena a Política para as Pessoas Portadoras de Deficiência.
Seria a fase preparatória que antecede o processo de treinamento
e a contratação. Entre os vários currículos
encaminhados pela Prefeitura, doze foram
pré-selecionados.
Inicialmente,
a Kodak pretende utilizar a mão-de-obra selecionada nos espaços
escuros da produção, que seria mais adequada aos deficientes
visuais. "Essa nossa prática é anterior a lei
de reserva de vagas, tanto que já temos deficientes entre
nossos funcionários em filiais de todo o País. Temos,
inclusive, casos de dois deficientes que só saíram
da empresa por causa da aposentadoria, após vinte anos colaborando
conosco", revela Outi.
(A Crítica)
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