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Não
basta contratar, tem que participar
De uns anos
para cá, a preocupação do mercado em oferecer
oportunidades a portadores de deficiência física tem
sido intensa.
Já está
comprovado que as limitações desses profissionais
de nada comprometem os resultados. Pelo contrário, são
profissionais com condições de trabalhar e que na
maioria das vezes, são muito mais dedicados - provavelmente,
como forma de suprir o problema físico.
As Leis federais
que obrigam as empresas privadas com mais de 100 funcionários
a preencherem de 2 a 5% do seu quadro de funcionários com
portadores de algum tipo de deficiência já estão
sendo mais divulgadas. São poucas as empresas que desconhecem
sua responsabilidade nesse processo. Portanto, não há
porque não contratá-los.
De acordo com
a gerente de Recrutamento e Seleção da Manager Assessoria
em Recursos Humanos Lúcia Pinho, se o profissional portador
de deficiência física for capacitado para assumir o
cargo, ele deve competir de igual para igual com os outros candidatos;
em nenhum momento o problema físico é um fator decisivo
num processo de seleção. Lúcia ainda afirma
que essa iniciativa deveria ser espontânea, com um envolvimento
maior por parte das empresas. "O simples cumprimento da lei
não resolve o problema. Torna-se mais uma obrigação,
como todas as outras. Deveriam ser criadas formas alternativas de
incentivo, capazes de tornar os empresários mais envolvidos",
defende Lúcia.
Outra questão
levantada pela gerente da Manager é a forma como os funcionários
devem receber o deficiente depois de contratado. As pessoas devem
estar bem preparadas para estabelecer uma relação
de igualdade entre o portador de necessidades especiais e os demais
funcionários. Mas isso deve acontecer de forma natural, de
modo que não crie a idéia de que o portador é
diferente dos outros. " O deficiente deve ser tratado como
uma pessoa normal. Contratá-lo não é fazer
caridade".
Por último,
resta à empresa estar atenta à adaptação
de suas estruturas físicas às necessidades do profissional.
(Manager Online)
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