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Acessibilidade chega ao ensino a
distância
A FGV Online,
da Fundação Getulio Vargas, e o Instituto Paradigma,
que trabalha com a inclusão econômica e educacional
de pessoas com deficiência, vão promover cursos a distância
acessíveis as pessoas com deficiência. A iniciativa
pretende mudar a relação de dependência do deficiente
com o ensino formal, facilitando sua entrada ou recolocação
no mercado de trabalho.
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mais:
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distância
Por lei, empresas com mais de cem funcionários devem empregar
deficientes, de 2% a 5%, de acordo com o número de funcionários.
O entrave para o cumprimento da cota, segundo as firmas, é
a falta de capacitação das pessoas com deficiência.
Já os deficientes alegam que a busca pelo aperfeiçoamento
profissional passa por entraves físicos, de locomoção,
visuais e auditivos.
Esse círculo vicioso pode estar perto do fim. Uma experiência
inédita no país tende a mudar a relação
de dependência do deficiente com o ensino formal, facilitando
sua entrada ou recolocação no mercado de trabalho.
A FGV Online, da Fundação Getulio Vargas, e o Instituto
Paradigma, que trabalha com a inclusão econômica e
educacional de pessoas com deficiência, vão promover
cursos a distância acessíveis a esse público-alvo.
"A educação a distância é o menor
caminho entre o aluno portador de necessidades especiais e a educação",
diz Ronaldo Mota, secretário da Educação a
Distância do Ministério da Educação.
Para Ana Beatriz Thé Praxdes, responsável no Instituto
Paradigma pela implementação do projeto, a nova tecnologia
tem grandes chances de ser replicada para cursos de educação
a distância no país, que dispensam a locomoção,
mas ainda não conseguem atender esse público. "Vamos
tornar acessíveis os cursos que já existem na FGV
Online e oferecer outros específicos."
"[O deficiente] deve se qualificar. Não é só
porque a lei de cotas existe que ele tem emprego garantido",
recomenda Flávia Cintra, coordenadora de inclusão
econômica do instituto.
Na avaliação do secretário Ronaldo Mota, a
educação a distância é inclusiva. "Nela,
o aluno não é incapaz. É uma oportunidade de
romper o isolamento."
O aumento do nível de escolaridade do deficiente tende a
evitar que ele só seja empregado em cargos específicos
para atender a legislação. Essas ocupações
levam em conta apenas a restrição física ou
mental do profissional.
"Existe um slogan: "deficiência é eficiência".
Mas nada é mágico. Todo mundo tem de se preparar,
passar por um longo processo de aprendizagem", pondera Elisabeth
Teixeira, coordenadora de capacitação para o trabalho
da Apae-SP (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).
(Folha de
S. Paulo – 26/06/05)
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