Cresce número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Ana Loiola

“Identificar os problemas que ainda impedem a inclusão no mercado e melhorar as condições de trabalho das pessoas com deficiência é a principal preocupação da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo”. As palavras são do secretário municipal do trabalho, Geraldo Vinholi, que participou do Fórum Permanente de Empresas para Inclusão Econômica de Pessoas com Deficiência.

Para o secretário, um dos problemas identificados em São Paulo é que muitos empresários vêem a lei de cotas como uma obrigação e não como a oportunidade de incluir no mercado de trabalho esse segmento da sociedade, que é capaz de cumprir as tarefas propostas. Além disso, “as empresas se preocupam em cumprir a lei, mas não estão preparadas para receber as pessoas”, disse.

Essa opinião é também compartilhada pela delegada regional do trabalho de São Paulo (DRT/SP), Lucíola Rodrigues. Para ela, “as empresas precisam prever equipamentos e um espaço adequado para que as pessoas com deficiência possam trabalhar”.

Apesar dos problemas, a delegada comemora as mudanças ocorridas ao longo dos anos. “Em 2001, eram apenas 601 pessoas com deficiência contratadas, agora, em uma contagem realizada em setembro de 2007, constatamos que já são mais de 70 mil”, contou.

Segundo Vinholi, em São Paulo existem três divisões quando o assunto é empregabilidade para pessoas com deficiência. Na região central existe uma condição satisfatória de emprego e nas outras, uma condição razoável. A periferia é a que apresenta mais problemas. “As pessoas precisam de uma qualificação pessoal e profissional. Muitas não sabem ao menos se portar em uma entrevista”, disse.

Para ele, é necessário identificar quais são as necessidades e onde estão as pessoas com deficiência. “Só identificando onde estão, quais suas qualificações e necessidades, podemos oferecer um curso adequado e que terá resultado naquela região”, explicou.

Segundo a delegada, mais de 9 mil empresas de São Paulo precisam cumprir a lei de cotas, dessas, 60% cumprem. “Para mim isso é um milagre, se compararmos com os números anteriores”.

Ela afirma que apenas multar não resolve, o que precisa acontecer é uma mudança na mentalidade dos contrates. “Eles precisam perceber que quem possui uma deficiência tem o mesmo interesse e a mesma capacidade de outras pessoas”, concluiu.

   


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