ONG especializa-se em inclusão de deficientes

Hoje, Kathiuscia de Souza, 21, deficiente auditiva, trabalha em um escritório de advocacia. Ajuda nas rotinas administrativas, lidando com emissão, distribuição, organização e registro de documentos da empresa. Diz ser uma pessoa independente, segura e determinada. A situação, contudo, nem sempre foi assim. "Antes, eu era insegura e não saía de casa".

A transformação veio depois que Souza conheceu a Avape (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais). Lá, recebeu orientações a respeito do mercado de trabalho e foi capacitada para as funções que hoje exerce. "Mudou completamente a minha vida", diz.

Para Souza, a entidade ajudou-a a perceber que, apesar da sua limitação auditiva, poderia ser uma profissional produtiva. "Eles me fizeram enxergar que a deficiência não é desculpa para as pessoas se esconderem do mundo", comenta.

Por meio de atendimentos clínicos e cursos de capacitação, a Avape cuida da formação de pessoas com deficiência, "para que tenham dignidade e possam exercer sua cidadania", segundo Sylvia Cury, 50, presidente-executiva da associação.

A Avape cuida também de inserção no mercado de trabalho. Encaminha os atendidos para empresas dispostas a recebê-los ou os contrata e depois administra o serviço prestado por eles em instituições parceiras.

A entidade atua também com deficientes mentais que não conseguem ser competitivos no mercado de trabalho.

Segundo Cury, nessas situações, a Avape faz uma colocação seletiva -ou seja, encaminha-os para desempenhar funções específicas para as quais são considerados aptos.

(Folha de S.Paulo)

   


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