| |
Deficiente mental ganha vez em escola
pública
Karina Costa
A inclusão
de pessoas com deficiência mental em escolas públicas
tem sido o principal foco de entidades especializadas como o Instituto
Paradigma e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais
(APAE), em São Paulo. A idéia do trabalho é
garantir a educação de forma inclusiva e o convívio
social das pessoas com deficiência.
O Instituto
Paradigma, por exemplo, desenvolve um programa junto a Secretaria
de Educação que envolve prefeituras e escolas regulares.
Com esta parceria, a instituição conseguiu criar um
espaço para discussão de políticas públicas
de inclusão. “Tem de haver um aparato de todos os envolvidos
para que a educação seja de fato inclusiva e de qualidade.
Essa rede de atenção faz com que a escola não
assuma sozinha toda a responsabilidade daquele aluno”, diz
a diretora técnica do Instituto Paradigma, Carla Mauch.
Dando assessoria
as instituições envolvidas, o Paradigma faz todo um
diagnóstico da escola que pretende receber pessoas com deficiência.
Para isso, professores e gestores passam por um processo de formação
específica, que vai depender da deficiência do aluno
a ser incluído na escola. “Estes precisam entender
e acompanhar o processo de desenvolvimento do aluno. Além
de ser uma estratégia pedagógica feita para garantir
o desenvolvimento de todos os envolvidos é uma forma de também
ampliarmos o currículo e os conhecimentos da escola,”
conta Carla.
De acordo com
ela, um grande número de escolas públicas já
está participando do programa do Instituto Paradigma e recebendo
os alunos com deficiência. Mas, a especialista reivindica
mais ações por parte do governo. “Precisamos
de mais programas de políticas públicas para jovens
e adultos portadores de deficiência mental. O poder público
precisa se responsabilizar por este grupo e criar programas de aumento
à escolaridade e também de qualificação
profissional,” finaliza.
A APAE-SP, instituição
reconhecida como escola especial para pessoas com deficiência
mental, recebe alunos com deficiência provenientes do ensino
regular. Estes, são encaminhados ou por que não se
desenvolveram, considerando sua deficiência, ou pelo fato
de a escola não ter tido condições de trabalhar
aquele aluno. O trabalho da entidade prepara estes alunos num programa
de inclusão que pretende, em seguida, integrá-los
novamente as escolas regulares.
As atividades
desenvolvidas na instituição propõem ao aluno
um aprendizado na prática. Ir ao museu, ao teatro, conhecer
a cidade e a comunidade fazem parte da grade curricular, que é
acompanhada pela delegacia de ensino. Para garantir também
a inclusão social, tanto a entidade quanto as escolas do
entorno abrem suas portas para que os alunos se integrem em suas
atividades. “Quando sentimos que o aluno esta preparado, integramos
ele novamente à escola regular. A partir daí, nosso
acompanhamento se dá por meio de pedagogos, psicomotricistas,
fonoaudiólogas, psicólogas e de um programa de apoio
a escola e a família,” finaliza a coordenadora de educação
da APAE-SP, Fátima Amatucci.
|
|