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Programas garantem inserção
de deficientes no mercado de trabalho
Karina Costa
“Para
garantir a inclusão de pessoas com deficiência no mercado
de trabalho, as instituições governamentais e não
governamentais devem estar envolvidas em programas de educação
especial e profissional”. Essa é a opinião das
especialistas do Ministério do Trabalho e Emprego e da Associação
de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), que participaram de um
dos debates do I Simpósio "Construindo propostas viáveis
à inclusão profissional das pessoas com deficiência",
na última sexta-feira (10/06).
"A falta
de qualificação profissional tem sido uma das justificativas
para manter as pessoas com deficiência fora do mercado de
trabalho. O Ministério do Trabalho e Emprego já desenvolve
algumas práticas para erradicar essa discriminação",
afirma a coordenadora da área de educação profissional
do Ministério do Trabalho e Emprego, Eunice Moraes.
Junto ao Ministério
Público, a instituição discute a idéia
de fazer uma verificação nas empresas para saber se
os funcionários com deficiência estão de fato
desqualificados. A idéia é a de incluí-los
em programas de qualificação profissional e de educação
especial oferecidos pelo governo.
Moraes diz que
os cursos oferecidos pelo Plano Nacional de Qualificação
(PNQ), por exemplo, dão prioridade às pessoas com
deficiência. “Podem participar dos cursos aqueles que
estão dentro ou fora do mercado de trabalho. Há cursos
na área de administração, telemarketing, artes,
braile, informática, entre outros," afirma.
"Temos
ações pequenas e tímidas ainda, porém
são alternativas que possibilitam a inserção
desse público no campo profissional. É importante
ressaltar que a deficiência dessas pessoas não impede
que elas sejam cidadãs e que possam trabalhar," diz.
De acordo com
Elisabete Fedosse, da Federação das APAEs de São
Paulo, quase todas as unidades da entidade têm programas de
colocação de deficientes no mercado de trabalho porém
a baixa escolaridade dessas pessoas vem dificultando a inserção.
"Devemos investir também na educação básica
dessas pessoas. Passamos do tempo de ficar treinando os deficientes
para o mercado. Queremos jovens e adultos com alta escolaridade
também," afirma.
Em relação
à educação profissional para pessoas especiais,
Fedosse diz que as instituições que oferecem cursos
de qualificação devem procurar fazer parceria com
entidades privadas para garantir a certificação dessas
pessoas. "Essa medida é importante, pois hoje o diploma
de curso representa o que você aprendeu".
Para a representante
do Ministério do Trabalho, exigir escolaridade avançada
as pessoas com deficiência seria mais uma barreira que dificultaria
a inserção no mercado de trabalho. "No geral,
a taxa de alfabetização dos deficientes é muito
baixa. Com esta prática deixaríamos de aproveitar
e reconhecer os saberes dessas pessoas", acredita.
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