Portadores de deficiência mental são profissionalizados

Grasiela Cardoso

Alfabetizar e ao mesmo tempo profissionalizar as pessoas portadoras de deficiência mental. Para muitos essa proposta é um grande desafio, para outros essa tarefa que proporciona uma grande satisfação. É o caso da instituição de ensino “A nossa escola”, que realiza diversos trabalhos com portadores de deficiência da comunidade do bairro da Vila Prudente, em São Paulo (SP).

Fundada há 17 anos, a escola atende crianças de ambos os sexos, crianças a partir de seis anos, jovens e adultos, com deficiência mental. Lá todos têm aulas de alfabetização e atividades profissionalizantes. “A nossa proposta é trabalhar sempre o pedagógico e o profissional com qualificação para conseguirmos inseri-los no mercado de trabalho”, conta a coordenadora geral da entidade, Rosana Sanjuliano Totato.

Nas oficinas profissionalizantes os alunos aprendem a fazer produtos de higiene pessoal, como sabonetes líquidos, sais de banho e shampo. Nas oficinas artesanais fazem objetos de madeiras e peças de decoração. A coordenadora explica que as oficinas profissionalizantes têm trazido ótimos resultados para a instituição.

“Não queremos que comprem nossos produtos porque são feitos por pessoas com necessidades especiais, mas sim porque são produtos de qualidade”, afirma. Prova disso, é que em datas comemorativas como fim de ano e dia das mães, muitas empresas compraram os produtos feitos pelos alunos para presentear seus funcionários.

A escola possui também atividades artísticas. É o terceiro ano que encenam a peça “Mágico de Oz”. “Ficamos espantados com o sucesso da peça, a princípio a nossa proposta era atender somente as pessoas carentes. Hoje todos que assistem a peça ficam encantados com os artistas”, relata.

Muitas escolas levaram seus alunos para assistir a peça e mostrar um modo de inclusão social. A próxima apresentação já tem até dada marcada, será no dia 23 de maio no teatro Arthur de Azevedo (que fica na Av. Paes de Barros, 955, Mooca, São Paulo).

   
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