Surdos terão telefones especiais

O Brasil será o terceiro país a fabricar equipamentos especiais para portadores de deficiência auditiva, depois dos Estados Unidos e Dinamarca. A Koller , empresa especializada no setor, vai instalar uma fábrica na região de Campinas, onde serão investidos R$ 3 milhões.

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Surdos terão telefones especiais

O Brasil será o terceiro país a fabricar equipamentos especiais para portadores de deficiência auditiva, depois dos Estados Unidos e Dinamarca. A Koller , empresa especializada no setor, vai instalar uma fábrica na região de Campinas, onde serão investidos R$ 3 milhões. Entre os produtos, o de maior potencial, segundo Cláudio Roberto Sindicic, fundador da Koller, é a linha de telefones especiais, 'Surtel'.

Desenvolvido com tecnologia nacional, o Surtel chega ao mercado em março e será vendido em lojas especializadas, magazines e hipermercados por R$ 450, 60% menos que o importado. A previsão é atingir, em cinco anos, 20% dos deficientes auditivos e elevar o faturamento de R$ 4 milhões no ano passado para R$ 10 milhões em 2002.

Fundada em 1996 em São Paulo, a empresa é a única no País a explorar um mercado de 20 milhões de brasileiros, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No 'Surtel', a comunicação, em tempo real, é feita por teclado que envia as informações a Central de Intermediação Surdo-Ouvinte, instalada nas empresas telefônicas. O deficiente auditivo digita a 'conversa' e recebe as respostas em um visor acoplado ao aparelho. A Koller também fabrica os softwares necessários e uma de suas clientes é a Brasil Telecom.

Na nova unidade, onde será montado um centro de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, a empresa pretende produzir relógios, despertadores vibratórios e sinalizadores para campainha. 'A expectativa é gerar cerca de 200 empregos contratando deficientes auditivos para a maior parte das tarefas', afirma Sindicic.

'Pretendemos exportar para a América Latina e Europa nos próximos dois anos' diz Sindicic. Além disso, a empresa finaliza um projeto de telefonia pública para deficientes auditivos, em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD), de Campinas. 'Desenvolvemos o aparelho a pedido da Telefônica e o protótipo será apresentado em um mês', afirma.' Quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) elaborou os planos de outorga das operadoras decidiu que as empresas deverão adequar 2% de sua planta de aparelhos públicos para deficientes de maneira geral', afirma o empresário.

(Gazeta Mercantil)