Paradigma apoia inclusão de pessoas com deficiência

Marina Rosenfeld

Inclusão social virou moda nos últimos tempos. Já faz parte do vocabulário de muitas escolas, empresas e instituições que incessantemente defendem o termo, mas que ainda procuram a melhor forma de colocá-la em prática. Pensando nisso, é que o Instituto Paradigma oferece ajuda e orientação para aqueles que tenham interesse em incluir pessoas com deficiência, seja em projetos educacionais ou nos seus quadros de funcionários.

Mas não basta querer incluir, garante Flávia Cintra, Relações Institucionais da entidade. O instituto, que oferece soluções e serviços nesse sentido, acredita que deve haver um mix entre educação e trabalho. “Só unindo esses dois caminhos, ou seja, dando acesso à educação e ao trabalho é que conseguiremos garantir a inclusão total”, defende ela, que também é portadora de deficiência.

Dessa forma, o instituto, que surgiu há dois anos, desenvolve projetos de inclusões Educacional e Econômica, materiais de formação para professores e assessoria para desenvolvimento e implementação de projetos tanto em termos pedagógicos, quanto arquitetônicos.

Dentre as atuações, o Paradigma mantém parceria com escolas das redes pública e particular de ensino do estado de São Paulo, onde professores são capacitados para trabalhar com alunos deficientes. “Também fazemos mediações pedagógicas, em que adaptamos não só o mobiliário das classes, mas o material didático usado em sala de aula. E isso inclui desde livros, até brinquedos e jogos”, diz Flávia. Segundo ela, outro papel da entidade é construir políticas públicas que priorizem a inclusão, juntamente com secretarias de educação.

Fruto desse tipo de parceria é a série de livros “Poéticas da Diferença”, financiado pela Prefeitura de Santo André, em São Paulo, para subsidiar os professores da rede pública no atendimento aos alunos com deficiências físicas, visuais, auditivas e mentais. Só em Santo André, mais de 600 alunos que antes frequentavam instituições especiais, foram incluídos, e hoje, convivem com outras crianças em escolas comuns da rede pública, graças à parceria.

Mas o trabalho não pára por aí. O Paradigma, por meio dos projetos de inclusão Econômica, assessora empresas que queiram incluir profissionais com deficiência. Para isso, é desenvolvido um projeto de educação corporativa que favoreça a inclusão, com base nos valores, cultura e planejamento estratégico de cada empresa. A partir daí, é feita uma sensibilização com os outros colaboradores e formação da equipe gestora de RH para monitoramento de habilidades e competências, desenvolvimento de carreira e recrutamento e seleção.

Uma equipe de arquitetos acompanha o processo para que as instalações físicas da companhia tornem-se acessíveis para o profissional. Orientações sobre tecnologia, como por exemplo, softwares específicos, também fazem parte do pacote de serviços.

Fora todas essas ações, a entidade também atua no Terceiro Setor, oferecendo cursos de profissionalização para organizações que trabalham com deficientes em algumas regiões do país.

Postado em 18/06/04

   
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