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Linguagem de sinais une crianças na escola
A Libras (Língua
Brasileira dos Sinais) é a novidade do começo de ano
letivo em 129 escolas catarinenses e está se tornando popular.
Já é comum ver os estudantes se comunicando por meio
dos gestos. O aprendizado coletivo é resultado do projeto
"A inclusão do educando surdo no ensino regular",
que utiliza um kit elaborado pela Fundação Catarinense
de Educação Especial (Fece).
São 943
estudantes com problemas auditivos matriculados na rede pública
estadual, mas o ensino da Libras beneficia todos os estudantes.
No ano passado foram capacitados 1.080 professores para atuar com
o material e para este ano está previsto um curso em todo
o Estado.
Desde 1996 portadores
de qualquer deficiência têm direito assegurado pela
Lei 7.853 de estudar em escolas comuns. O Brasil tem 15 milhões
de deficientes, conforme a ONU, mas o preconceito ainda existe,
e alguns pais consideram "estranho" que seus filhos "normais"
estudem na mesma sala que um cego, surdo, uma criança em
cadeira de rodas ou mesmo com deficiência mental. Mesmo em
Santa Catarina, estado pioneiro na inclusão de portadores
de necessidades especiais no ensino regular, o Ministério
Público teve que intervir para garantir a uma criança
cega o direito de estar em sala de aula.
Nenhuma escola
pode recusar sem justa causa o acesso de portadores de deficiência
às aulas. Eles também não podem ter o direito
negado de ocupar cargos públicos ou privados e de receber
atendimento médico. Do contrário, a pena é
de um a quatro anos de prisão.
(Diário
Catarinense)
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