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Empresas "caçam" portador de deficiência
A pressão
para o cumprimento da legislação, que estabelece normas
para a integração de portadores de deficiência
ao mercado de trabalho, está movimentando trabalhadores,
empresários e fiscais do trabalho. Só no estado de
São Paulo, o número de pessoas com deficiência
contratadas por empresas saltou para 35.782 no final de 2005. Agora,
o desafio é a busca por pessoas qualificadas que possam se
adaptar às funções normais das empresas.
leia
mais:
- Empresas "caçam" portador de deficiência
- Governo terá que fazer cartilha para orientar
empresas
- Indústria farmacêutica de SP faz 1º
acordo para deficientes
- Irregularidades estão na mira da fiscais
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Empresas "caçam" portador de deficiência
Uma lei que obriga as
empresas a contratar pessoas portadoras de deficiência (PPD)
está levando empresários de todo o país a "caçar"
esse tipo de mão-de-obra para evitar multas e indenizações
que ultrapassam R$ 1 milhão. Em 2001, 12 empresas paulistas
contratavam 601 portadores de deficiência, principalmente
na região de Osasco, onde a Subdelegacia do Trabalho passou
a exigir a admissão desse pessoal. Com a pressão para
o cumprimento da legislação estendida para todo o
Estado de São Paulo, o número de empresas subiu para
4.004 e o de deficientes saltou para 35.782 no final de 2005.
A lei nº 8.213,
de julho de 1991, que estabelece cotas para a contratação
de portadores de deficiência (são cerca de 25 milhões
de pessoas com algum tipo de deficiência no país, segundo
levantamento feito pelo IBGE em 2000), não era cumprida nem
por empresas privadas nem públicas. Com a publicação
do decreto nº 3.298, de dezembro de 1999, que estabelece normas
para a integração de portadores de deficiência
ao mercado de trabalho, começou um movimento de trabalhadores
e de fiscais do trabalho a favor do cumprimento dessa legislação.
Dependendo do porte da
empresa, a lei determina reserva para pessoas portadoras de deficiência,
que pode variar de 2% (com mais de 100 e até 200 empregados)
a 5% (acima de 1.001 empregados) do total de funcionários.
Cerca de 2.700 empresas estão hoje sob fiscalização
da DRT (Delegacia Regional do Trabalho) no Estado de São
Paulo. Mais 600 empresas serão somadas a esse número
até o final deste ano. Cerca de 250 empresas foram multadas
nesse período, segundo informa Lucíola Rodrigues Jaime,
chefe de fiscalização da DRT paulista.
As multas estabelecidas
pela DRT variam de acordo com o número de portadores de deficiência
não-contratados - o valor é de R$ 1.101,75 por pessoa.
Se a empresa deveria admitir dez portadores de deficiência,
pagará multa de R$ 11 mil, por exemplo. O valor máximo
da multa da DRT é de R$ 110,17 mil e pode ser aplicada toda
vez que houver fiscalização.
Para fugir desse risco,
empresas estão "correndo atrás" de portadores
de deficiência. O problema é que a busca é por
pessoas qualificadas, que possam se adaptar às funções
normais das empresas. "Não queremos contratar portadores
de deficiência só para cumprir a cota. Queremos [poder]
incluir esse pessoal em qualquer área do banco e que eles
se sintam úteis", afirma Marcelo Santos, vice-presidente
do departamento de RH do BankBoston.
Há dez meses,
o banco tinha 25 PPDs de um total de 3.500 funcionários.
Hoje, tem 83 PPDs (espalhadas pelas áreas administrativa,
de segurança e de recursos humanos) e cerca de 4.500 empregados.
O número de PPDs precisa subir para 225 para a cota ser cumprida.
A meta do BankBoston, que há quatro meses recebeu multa de
cerca de R$ 80 mil da DRT, é atingir a cota para PPDs até
2008.
Os bancos ABN Amro e
Unibanco chegaram a ser condenados pela Justiça do Trabalho
a pagar indenização de R$ 800 mil (em 2003) e de R$
500 mil (em 2004), respectivamente, pelo não-cumprimento
das cotas. A Volkswagen foi condenada (em 2003) a pagar indenização
de R$ 1,5 milhão. As ações foram movidas pelo
Ministério Público do Trabalho de São Paulo.
Os bancos e a montadora recorreram ao TRT (Tribunal Regional do
Trabalho), que analisa os processos.
"Não concordamos
com a assinatura do TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] com o
Ministério Público do Trabalho porque isso é
o mesmo que o banco assumir que fez o acordo só para cumprir
a lei de cotas. A contratação de PPDs é meta
interna do banco desde 2000, quando começamos a trabalhar
com o conceito de responsabilidade social. A contratação
de PPDs não pode ser uma obrigação", diz
Lilian Guimarães, diretora-executiva de recursos humanos
do ABN Amro.
Como o ABN tem 28 mil
funcionários, para cumprir a lei de cotas precisará
ter 1.400 portadores de deficiência em seu quadro de pessoal.
A diretora do banco informa que existem 670 PPDs no ABN e que a
previsão é elevar esse número para 1.100 até
o final do ano.
O Unibanco informou,
por meio de sua assessoria de imprensa, que vem "desde 2003
intensificando e desenvolvendo suas iniciativas de recrutamento
voltadas a esses trabalhadores". A Volks não quis se
manifestar. Informa que o processo movido pelo MPT está sob
segredo de Justiça.
Uma ação
civil pública contra o Bradesco discute há seis anos
a forma como a lei que estabelece cotas para contratação
de portadores de deficiência é aplicada.
Para o banco, deve ser por agência, nesse caso, só
em unidades com cem ou mais empregados. Para o MPT, autor da ação,
a lei tem de ser aplicada sobre o número total de funcionários.
O Bradesco informa que
o caso está sub judice. "Cabe esclarecer que é
contínuo o trabalho do Bradesco no sentido da inclusão
de pessoas portadoras de deficiência em seu quadro de colaboradores",
segundo informa por sua assessoria de imprensa.
Empresas como Siemens,
Ultragaz e Hospital Albert Einstein já procuraram o MPT para
discutir a contratação de portadores de deficiência,
segundo informa a procuradora do Trabalho Adélia Augusto
Domingues.
(Folha de
S. Paulo – 19/03/06)
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Governo terá que fazer cartilha para orientar empresas
O Ministério do
Trabalho, em parceria com a OIT (Organização Internacional
do Trabalho) e o Ministério Público do Trabalho, deve
elaborar uma cartilha ou manual para orientar as empresas e os órgãos
públicos na contratação de portadores de deficiência.
As dúvidas e os
conflitos sobre a legislação que estipula reserva
de vagas para esse tipo de pessoa são muitos, como reconhece
o próprio Ministério do Trabalho.
Não existe um banco de dados sobre a mão-de-obra portadora
de deficiência por Estado. As DRTs (Delegacias Regionais do
Trabalho) de São Paulo, do Rio Grande do Norte e do Rio Grande
do Sul são as que possuem mais informações
sobre as PPDs (pessoas portadoras de deficiência).
A coordenação
da ação de inserção dessas pessoas no
mercado de trabalho passou para a Secretaria de Inspeção
do Trabalho do Ministério do Trabalho no final de janeiro
deste ano. Até então, o assunto era coordenado pela
Assessoria Internacional do Ministério do Trabalho dentro
do programa de igualdade de oportunidades, com base na OIT.
"Os programas e
as leis para inclusão são interessantes. Mas é
preciso tomar cuidado para que não se desprendam da realidade",
diz Luis Carlos Moro, advogado especializado em trabalho.
A lei que obrigou os
motoristas a usarem cinto de segurança, na avaliação
de Moro, teve sucesso porque os carros passaram a ser comercializados
com cinto e houve conscientização da sociedade de
que era melhor usar o cinto. No caso dos portadores de deficiência,
a lei obriga a contratação a qualquer custo. "O
deficiente tem de se sentir útil, não humilhado, contratado
só para a empresa não pagar multa", afirma Moro.
Na sua análise,
ao mesmo tempo em que deve fiscalizar, o Estado tem de ajudar as
empresas a qualificar esse pessoal. "O próprio Estado
não cumpre a legislação. O concurso público
acaba funcionando como pretexto para o não-cumprimento das
cotas."
"Cumprimos a lei
na medida em que reservamos um percentual da vagas no edital para
a realização de concurso público. Só
que, como os PPDs não passam nos concursos, as cotas não
são cumpridas", afirma a procuradora do Trabalho Adélia
Augusto Domingues.
Além da falta
de PPDs qualificados no mercado, as empresas têm de passar,
segundo informa Neusa Neves, diretora da área de recursos
humanos da consultoria Mercer Human Resource Consulting, por conflito
de informações na DRT. "Cada vez que vamos à
DRT saímos com uma informação diferente",
afirma a diretora.
Até agora, a Mercer,
que tem 210 empregados e já recebeu carta para cumprir a
lei de cotas, não sabe se precisa ter seis ou sete PPDs.
É que a sua cota é de 3% sobre o total de empregados,
que resulta na obrigação de contratar 6,3 PPDs. "Uns
dizem que são seis pessoas. Outros, sete", diz.
Como falta mão-de-obra
especializada - a Mercer tem vagas abertas para economistas, administradores
de empresas e estatísticos -, a consultoria optou por contratar
pessoas que não trabalham no negócio da empresa. Admitiu,
por exemplo, uma massoterapeuta só para cumprir a lei. A
Mercer está à procura de mais cinco ou seis PPDs.
Adilson Ventura, presidente
do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência,
diz que há falta desse tipo de mão-de-obra porque
não existe uma política nacional para incluir as PPDs
no mercado. "As empresas podem qualificar os portadores de
deficiência, mas o governo também tem de destinar verbas
para essas pessoas especiais que não querem só emprego.
Querem ser úteis para a empresa", afirma Ventura.
A procura por portadores
de deficiência, segundo informa Moro, já resultou em
salários mais altos para PPDs mais qualificados. "Tem
portador de deficiência sendo contratado a peso de ouro."
Moro tem uma cliente com doença degenerativa, que vai levá-la
a utilizar cadeira de rodas, que está sendo disputada por
empresas. "O cadeirante que for esperto e se qualificar vai
ter vantagens incríveis."
(Folha de
S. Paulo – 19/03/06)
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Indústria farmacêutica de SP faz 1º acordo para deficientes
Com dificuldade para
admitir 2.500 portadores de deficiência e cumprir a lei que
determina cotas para a sua contratação, as empresas
paulistas do setor farmacêutico decidiram firmar o primeiro
acordo trabalhista do país para deficientes. Assinado há
duas semanas com dois sindicatos da CUT, o acordo deverá
ser firmado nas próximas semanas com 21 sindicatos da Força
Sindical e com a Fequimfar (federação dos químicos
de SP).
"Constatamos que
os portadores de deficiência não tinham qualificação
necessária para serem incorporados no setor nem havia um
cadastro específico para a contratação dessa
mão-de-obra", afirma Lauro Moretto, vice-presidente-executivo
do Sindusfarma (sindicato que reúne as indústrias
farmacêuticas).
A idéia é
estender o programa de inclusão de pessoas com deficiência,
elaborado com apoio da Delegacia Regional do Trabalho de São
Paulo, para outras regiões.
No Estado de São Paulo, existem 110 empresas do setor - juntas
empregam 40 mil trabalhadores. Parte delas foi autuada por fiscais
do trabalho, segundo a Folha apurou, por não cumprir a lei.
"A partir da assinatura
dos acordos, os empresários iniciarão a contratação
dos portadores de deficiência, que serão qualificados
até 2008", diz Sergio Luiz Leite, secretário-geral
da Fequimfar. "Eles receberão salário e freqüentarão
as fábricas a partir do registro em carteira", afirma.
Em uma primeira etapa,
as empresas vão mapear os setores que podem absorver essa
mão-de-obra, preparar o ambiente de trabalho e estabelecer
parcerias com entidades que vão qualificar esses trabalhadores,
como o Senai.
"O objetivo é
treinar, profissionalizar e aumentar o nível de escolaridade
dessas pessoas", diz Edson Passoni, do Sindicato dos Químicos
de São Paulo (CUT).
Os sindicalistas admitem que encontrar essa mão-de-obra não
é tarefa fácil para as empresas, não só
pela falta de qualificação mas até pela política
social feita no país. "Os portadores de deficiência
recebem benefício no valor de um salário mínimo
[hoje R$ 300, e R$ 350 a partir de abril] quando comprovam baixa
renda. Há casos de deficientes que não querem ser
registrados e perder o benefício", diz Passoni.
O Ministério da
Previdência Social informa que o benefício é
pago mensalmente por meio da Loas (Lei Orgânica de Assistência
Social, de 1993), com recursos do Ministério do Desenvolvimento
Social. Em janeiro, foram pagos benefícios a 1.221.427 portadores
de deficiência que comprovaram renda familiar (por pessoa)
inferior a 25% do mínimo (R$ 75).
Pesquisa do Dieese com
204 negociações de categorias profissionais mostra
que apenas 35% desses acordos (124 feitos em 2004 e 80 em 2005)
garantem direitos a trabalhadores deficientes. "Há espaço
para as negociações avançarem na questão
da inclusão social", diz Vera Gebrim, coordenadora do
estudo.
Na maior parte dos acordos
que tratam a questão dos portadores, as negociações
garantem benefícios assistenciais aos dependentes (filhos
e mulher dos empregados), não aos trabalhadores. "Isso
revela uma política assistencialista das empresas, não
de inclusão."
Os acordos que se referem
à contratação de trabalhadores deficientes
se limitam a reproduzir a legislação existente, segundo
revela a pesquisa. "Poucas negociações discutem
a garantia de condições de trabalho e programas de
qualificação", diz a técnica.
Um dos fatos que chamam
a atenção no estudo é que categorias menos
organizadas, como trabalhadores rurais de Lavouras (RN), incluem
em seu acordo cláusulas que repetem a lei, mas de forma mais
incisiva, citando a norma e a obrigatoriedade de seu cumprimento:
"As empresas do setor são obrigadas a contratar conforme
o decreto 3.298, de 99".
No caso de categorias
mais combativas, como metalúrgicos do ABC e de São
Paulo, parte dos acordos é mais genérica: "As
empresas, na medida do possível, promoverão a admissão
de deficientes físicos em funções compatíveis".
Na avaliação
de José Lopez Feijóo, presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos do ABC (CUT), o que é lei não
precisa estar no acordo da categoria. "Desenvolvemos ações
que não se resumem ao que está na convenção.
Há vários acordos por empresa, além de uma
comissão que faz ações para aumentar a contratação
de portadores de deficiência", diz. Cita o firmado com
a Rolls-Royce, que admitiu sete deficientes auditivos.
O sindicato informa que
publica mensalmente um jornal em braile e atua em conjunto com a
DRT para fiscalizar se as empresas cumprem a lei de cotas.
José Eleno Bezerra, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
de São Paulo (Força), informa que a cláusula
é antiga e será revisada. "Essa é uma
questão importante e queremos melhorá-la, o pedido
de revisão já está com o setor patronal. Foi
inserida quando ainda não havia lei específica que
obrigava as empresas a contratarem."
Para a Fiesp (federação
das indústrias), a negociação direta é
a forma mais eficiente para a inserção de deficientes
no mercado. "Estamos preparando um plano de empregabilidade
para orientar as empresas quanto à capacitação
e admissão desses trabalhadores", diz Roberto Della
Manna, diretor do departamento sindical.
(Folha de
S. Paulo – 19/03/06)
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Irregularidades estão na mira de fiscais
Uma telefonista "surda",
um metalúrgico vítima de acidente de trabalho, que
ainda recebe benefício do INSS e não está reabilitado
para voltar ao emprego, e portadores de deficiência que constam
apenas na folha de pagamento, mas nem aparecem na empresa. Essas
são algumas das irregularidades já encontradas e que
estão na mira de fiscais, sindicalistas e de entidades que
atuam para incluir pessoas portadoras de deficiência no mercado
de trabalho.
"Há empresas
que fazem tudo para cumprir a lei de cotas. Até incluíram
uma funcionária que não escuta para trabalhar como
telefonista", diz Carlos Aparício Clemente, diretor
do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e coordenador do
Espaço da Cidadania, entidade que orienta e atua para inserir
os portadores de deficiência no mercado de trabalho.
Para a Fiesp (federação
das indústrias), os casos são minoria. "Não
se pode acusar e generalizar essas práticas. Mas é
fato que o empresário tem de ter o portador como um colaborador.
Não pode se aproveitar dele para tirar benefício próprio",
Roberto Della Manna, diretor da entidade.
Uma das práticas
identificadas pela fiscalização é aumentar
as exigências para dificultar a contratação
e/ou discriminar em cadastros de empregos que o deficiente não
pode usar muletas ou ter dedos faltando na mão.
Um supermercado paulista,
por exemplo, encaminhou a uma agência de recolocação
profissional pedido de um portador de deficiência para a vaga
de empacotador, mas no texto pedia explicitamente que a deficiência
deveria ser "ortopédica leve, não pode usar muletas
nem ter dedos faltando nas mãos".
"São vagas preconceituosas. Além desses absurdos,
encontramos anúncios em que a empresa pede línguas,
experiência, saber usar computador e ainda ter boa aparência",
diz Lucíola Rodrigues Jaime, chefe da fiscalização
da DRT de São Paulo.
Mais um caso constatado
em Osasco foi o de um metalúrgico afastado do emprego há
seis anos, que recebe benefício do INSS, após ter
um dos braços amputados em acidente de trabalho. "O
curioso é que ele está incluído na lista de
portadores de deficiência para que empresa cumpra a lei de
cotas. Não deveria. É um acidentado que ainda não
foi reabilitado, como manda a lei", diz Clemente.
Há casos ainda
de setores que recorrem à Justiça para tentar barrar
a fiscalização. No de asseio e conservação,
o sindicato patronal recorreu à Justiça Federal para
evitar a autuações da DRT.
"Conseguimos uma
liminar [já derrubada após o Ministério Público
do Trabalho provar falhas no processo] porque a lei não estava
suficientemente regulamentada e as empresas de asseio tinham dificuldade
em cumprir a cota. Não estamos fugindo do cumprimento da
lei", diz Rogério Aro, advogado do sindicato patronal
de São Paulo, que reúne 2.000 estabelecimentos. A
entidade diz que vai procurar o MPT e quer montar um centro de qualificação
para deficientes.
(Folha de
S. Paulo – 19/03/06)
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