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Falta de professores afeta educação
de deficientes
Para tentar
suprir toda a demanda de alunos que precisam freqüentar classes
especiais, a prefeitura suspendeu por tempo indeterminado as atividades
de 51 das suas 178 salas de recursos. Essas salas são responsáveis
pelo suporte pedagógico de alunos deficientes que freqüentam
as turmas regulares.
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Falta de professores afeta educação
de deficientes
Depois de toda
a crise na rede estadual, agora é a vez de a falta de professores
fazer estragos também na rede municipal de ensino. Para tentar
suprir toda a demanda de alunos que precisam freqüentar classes
especiais, a prefeitura suspendeu por tempo indeterminado as atividades
de 51 das suas 178 salas de recursos. Essas salas são responsáveis
pelo suporte pedagógico de alunos deficientes que freqüentam
as turmas regulares.
“Com certeza,
não é o que gostaríamos de ter feito, mas a
demanda aumentou muito. Não podíamos deixar turmas
maiores, voltadas só para os deficientes, sem professor.
Mas esperamos que muito em breve esteja tudo resolvido”, afirmou
a diretora do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria municipal
de Educação, Maria de Lurdes Tavares.
A surpresa desagradável
chegou a algumas coordenadorias regionais de educação
no fim da semana passada, deixando muitos pais revoltados. Quando
soube que o filho Marcos ficaria sem as atividades da sala de recursos
da Escola Municipal Vítor Meireles a partir de hoje, a médica
Rúbia Ligiero foi pessoalmente à coordenadoria de
Jacarepaguá pedir que a medida fosse revista.
“Tive
a promessa de que a turma vai continuar, mas sei que isso não
está valendo para todos. As salas são fundamentais
para o desenvolvimento do meu filho. Ele está há um
ano na rede municipal e vinha tendo um acompanhamento até
melhor do que em colégios particulares”, disse a mãe
de Marcos, de 14 anos, que sofre de paralisia cerebral desde os
4 meses.
As salas de
recursos fazem parte das diretrizes da educação especial,
publicadas pelo Ministério da Educação em 2001,
como o local onde o professor faz a complementação
curricular usando equipamentos específicos.
Ontem, um grupo
de professores esteve no Sindicato Estadual dos Profissionais de
Educação (Sepe) para denunciar a medida tomada pela
secretaria. A entidade pretende protestar contra a prefeitura caso
a medida não seja anulada.
(O Globo
– 23/03/04)
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