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Senado não cumpre a cota de profissionais com deficiência
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu
nesta quarta-feira que o Palácio do Planalto não obedece
a lei de inclusão de pessoas com deficiência. Pela
legislação, no mínimo 5% das vagas destinadas
aos funcionários públicos devem ser preenchidas por
deficientes. Ele sugeriu, de uma forma geral, a realização
de operações "pente fino" e uma "blitz"
para exigir o cumprimento da lei.
"A lei nós já temos. A pergunta
que eu me faço e se nós estamos fazendo isso [cumprindo
a legislação]", reagiu Lula, relatando que antes
da cerimônia questionou seus assessores quantos funcionários
com deficiência havia no Planalto e não obteve resposta.
"Se não sabe [dizer qual é o número] é
porque não existem [funcionários com deficiência]",
afirmou.
O presidente e os ministros Fernando Haddad (Educação)
e Márcio Fortes (Cidades) definiram uma série ações
estabelecendo medidas que visam maior acesso às pessoas com
deficiência à educação e também
ao mercado de trabalho.
Segundo Lula, o Brasil tem uma imensa dívida
social, que foi acumulada ao longo dos anos, e que não será
possível saná-la no seu mandato. "A reparação
se faz necessária. Se não, o Brasil nunca será
um país justo."
Em seguida, Lula afirmou: "O Brasil é
detentor de uma dívida social tão imensa, acumulada
ao longo de séculos, que toda vez que nos dispomos a fazer
o pagamento dessa dívida nós percebemos que não
é possível pagar em apenas um mandato".
Humor
Bem-humorado, o presidente fez referência
ao fato de ter um dedo a menos na mão esquerda. "Temos
um presidente da República que tem uma pequena deficiência
que não é exatamente impeditiva [para ser presidente
da República]", disse Lula durante a cerimônia
no Planalto.
Segundo Lula, as mudanças destinadas a melhorar
a qualidade de vida das pessoas com deficiência representam
uma nova etapa do país. Ele comparou com a abolição
da escravatura.
"Estamos promovendo uma das maiores semeaduras
de direitos. Um verdadeiro renascimento social do povo brasileiro.
Carrega [a força de ser] uma segunda abolição
ao povo brasileiro", comparou o presidente.
Lula lembrou ainda que a responsabilidade do governo
não termina na disposição de colaborar, mas
deve executar as ações interministeriais.
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