| |
Ações para deficientes terão R$ 2 bi
O governo federal divulgou
ontem mais um plano de investimentos na área social, dessa
vez para inclusão de pessoas com deficiência. Serão
aplicados R$ 2,4 bilhões até 2010 em ações
que vão do treinamento de professores para atender crianças
portadoras de deficiência a linhas de crédito para
troca de ônibus que sejam mais adequados a pessoas com dificuldade
de locomoção.
Uma das principais ações,
um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva
em cerimônia, ontem, no Palácio do Planalto, permitirá
que portador de deficiência volte a receber o Benefício
de Prestação Continuada (BPC) se deixar o mercado
de trabalho. Hoje, o benefício é concedido uma vez,
a pessoas com deficiência incapacitadas para o mercado de
trabalho. A alteração permitirá que a pessoa
encontre trabalho compatível com suas limitações
e, se perder o emprego, volte a receber o BPC.
O plano do governo também
prevê incentivo, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT), de cursos de capacitação para atender a pessoas
com deficiências. “Não queremos criar novos cursos,
mas que os existentes se preparem”, explicou Izabel Maior,
coordenadora do programa de inclusão da pessoa portadora
de deficiência do governo federal.
Outra intenção
do governo é trocar as frotas de ônibus do País
por veículos que permitam o acesso de pessoas com dificuldade
de locomoção - não apenas deficientes, mas
também idosos. Serão abertas linhas de financiamento
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
e haverá desoneração de impostos para as empresas
privadas trocarem os veículos. A meta é que, até
2010, 33 mil novos ônibus estejam em circulação.
O plano tem, ainda, uma
grande parte voltada à educação. Inclui a distribuição
de livros para cegos, formação de professores e reforma
de escolas. A meta é tornar mais acessíveis 6.273
escolas até 2010 e criar 6,5 mil salas de recursos pedagógicos
para alunos com dificuldades motoras, auditivas e de aprendizagem.
O governo ainda pretende
aumentar a concessão de próteses, que hoje tem demanda
reprimida, pelos cálculos do próprio Ministério
da Saúde, de 1,04 milhão de pessoas.
Na cerimônia de
lançamento do plano no Palácio do Planalto - que contou
com a presença de atletas do ParaPan e do vencedor da Olimpíada
Nacional de Matemática, Paulo Ramos -, Lula voltou a dizer
que o dinheiro investido pelo governo não será considerado
um gasto.
“O Brasil é
detentor de uma dívida social tão imensa, acumulada
ao longo de séculos, que todas as vezes que nos dispomos
a fazer o pagamento dessa dívida percebemos que não
é possível pagar o que não foi feito em séculos
ou décadas em apenas um mandato presidencial”, disse.
No discurso, Lula contou
à platéia ter perguntado quantos funcionários
do Palácio do Planalto eram portadores de deficiência,
mas nenhum assessor soube responder e, então, provavelmente,
não haveria nenhum. “Nós temos um presidente
da República que tem uma pequena deficiência, mas que
não é impeditiva de exercer o mandato”, brincou,
mostrando a mão em que não tem um dedo.
O presidente cobrou do
secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi,
que faça um levantamento sobre se o governo cumpre a lei
que exige a contratação de 5% de deficientes no serviço
público.
(O Estado
de S.Paulo)
|
|
Senado não cumpre a cota
de profissionais com deficiência |
|
|
Qualificação é o maior desafio
de profissionais com deficiência |
|
|
Lugares raramente são 100%
adaptados |
|
|
Setor privado quer mudar
lei sobre cotas |
|
|
Massagem é feita por deficientes
visuais |
|
|
Balé para cegos leva à consciência
corporal |
|
|
Boas práticas para inserção
de deficientes no mercado é tema de palestra |
|
|
Lei prejudica venda para
deficientes |
|
|
Mais pessoas com deficiência
no mercado de trabalho |
|
|
Down na terceira idade |
|
|
Déficit de profissionais
é de 77 mil |
|
|
Manual dos direitos da pessoa
com Deficiência Mental é lançado em São Paulo |
|
|
52% das pessoas com deficiência
estão inativas no mercado |
|
|