Descrença e discriminação marcam desempregados com deficiência

Alexandre Sayad

Pesquisa da Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade do município de São Paulo divulgada recentemente procurou dar luz ao grupo de trabalhadores dos quais até hoje se tem menos informação: os portadores de deficiência. Segundo o Censo Demográfico de 2000, 24,4% das pessoas com deficiência estavam desempregadas no ano de 2000 na cidade de São Paulo.

A pesquisa “Pessoas com Necessidades Especiais e Trabalho em São Paulo” entrevistou 233 pessoas com deficiência durante a segunda quinzena do mês de novembro de 2004, para avaliar a situação do trabalho em que elas se encontravam. Dos entrevistados, 95,8% apresentavam alguma dificuldade motora e apenas 2,1% têm o nível superior incompleto ou completo.

Os números que mais impressionam na pesquisa são aqueles relativos às causas do desemprego: 88,7% dos entrevistados estavam desempregados a procura de emprego ou inativos. Desses, quase 30% foram demitidos devido à deficiência. Para quem nunca trabalhou, 88,6% atribuíram isso à deficiência.

A descrença quanto à situação também atingiu altas taxas na pesquisa: 86,3% dos desempregados acham que há discriminação dentro da empresa que não emprega portadores de deficiência. E quase 30% têm como maior preocupação o desemprego.
dos portadores.

   
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