Planejamento barateia estudo no exterior

Passar uma temporada fora do país não significa apenas desembolsar dinheiro. É possível encontrar opções que tornem a estadia menos pesada para o bolso, como por exemplo, procurar por empregos temporários ou lugares onde o custo de vida é mais baixo.

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- Planejamento barateia estudo no exterior
- Programas aliam ensino à profissão
- Feiras reúnem instituições de diversos países

 

 

 

 

 


Planejamento barateia estudo no exterior

Passar uma temporada fora do país não significa apenas desembolsar dinheiro. É possível encontrar opções que tornem a estadia menos pesada para o bolso.
A escolha do país é o primeiro passo. Um curso de inglês com duração de um mês, por exemplo, pode custar a partir de US$ 900, na Nova Zelândia, e chegar até a US$ 1.850, em outros países.

Já quem pensa em fazer uma pós-graduação acha cursos na faixa de US$ 8.000 a US$ 40 mil -os mais caros são os de MBA (Master in Business Administration).

"Fora o custo de vida, de cerca de US$ 10 mil por ano", estima Alfredo Spínola, 52, diretor-presidente da Belta (associação brasileira de empresas especializadas em educação internacional).

No caso dos MBAs, uma anuidade em Harvard custa US$ 30 mil, mas a instituição calcula que, para se manter por um ano, um aluno solteiro gaste US$ 54,8 mil.

Quem vai com a verba contada pode economizar se souber escolher, por exemplo, a cidade onde pretende ficar. "No interior da Inglaterra, as despesas chegam a ser 35% menores do que em Londres. Em Dublin, na Irlanda, a economia é de 25%", conta Spínola.

Para amenizar esse gasto, é possível optar por países que tenham dólares mais baratos, como a Austrália e a Nova Zelândia.

Uma outra sugestão é investir no trabalho temporário. "Estudar no exterior é caro. Daí os programas de trabalho remunerado se tornarem tão populares", diz Luciano Maia, presidente da World Study, agência de intercâmbio.

"O número de interessados no programa de trabalho remunerado nos Estados Unidos dobrou entre 2000 e 2001", contabiliza.

Essas são vagas abertas na temporada de férias dos Estados Unidos, em hotéis, cassinos, restaurantes e locadoras de automóveis.

A atividade pode render de US$ 900 a US$ 1.600 mensais, mas, para participar, é preciso ter de 18 a 30 anos e nível universitário.

Esse tipo de trabalho temporário é permitido pelo governo norte-americano. Há quatro anos, concede-se a interessados um visto especial com permissão para trabalhar de três a quatro meses.

"Porém, o programa não tem finalidade didática como os cursos", diz Flávia Rizzo, diretora do Intercultural Cursos no Exterior.

Para quem pretende estudar, há ainda os programas de "au pair", em que o estudante trabalha como babá em uma casa de família e recebe cerca de US$ 500 mensais para custear seu curso.

O estudante deve ter conhecimento intermediário do idioma e considerar que o objetivo é ganhar experiência de vida.

Os amigos Danilo Nóbrega da Cunha, 23, e Fernando Rezende, 23, partiram para Portugal, onde vão fazer um programa de trainee na Portugal Telecom por um período de quatro a seis meses, com remuneração mensal de 1.050 (cerca de R$ 2.100)."Queria conciliar a viagem com uma experiência profissional", conta Cunha.

Por esses programas, as instituições cobram taxa de inscrição, (em média de R$ 40) e de intercâmbio (cerca de R$ 500).

As bolsas de estudo são outro modo de bancar o curso. O Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha, por exemplo, recebe até o dia 31 de março inscrições para custear cursos de idiomas ou pós no país.

Os interessados podem se candidatar a bolsas cadastrando seus dados diretamente no site www.becas.mae.com , em vez de levar a documentação à embaixada.

(Folha de S. Paulo)

 

Programas aliam ensino à profissão

Os amigos Danilo Nóbrega da Cunha, 23, e Fernando Rezende, 23, partiram para Portugal, onde vão fazer um programa de trainee na Portugal Telecom por um período de quatro a seis meses, com remuneração mensal de 1.050 (cerca de R$ 2.100)."Queria conciliar a viagem com uma experiência profissional", conta Cunha.

"Há mais oportunidades em áreas técnicas", comenta Andréa Pinotti, 33, gerente de marketing da Central de Intercâmbio, que tem estágios remunerados de dois a seis meses em 70 países.

Outra empresa que oferece essas opções é a Aiesec São Paulo, especializada nas áreas de administração, engenharia e terceiro setor.

Por esses programas, as instituições cobram taxa de inscrição, (em média de R$ 40) e de intercâmbio (cerca de R$ 500).

"Além de aprimorar o idioma, o estagiário desenvolve iniciativa, jogo de cintura e ganha visão de outras culturas", diz Giuliana Nigro, da Passarelli Talentos.

Apesar de ter experiência em duas empresas, José Caldeira Neto, 22, aposta no estágio em engenharia têxtil na Universidade de Aachem (Alemanha) como diferencial para a sua carreira. "A tecnologia lá é mais desenvolvida, espero voltar com novidades e melhorar meu domínio de alemão."

Alma Custódio, gerente de projetos da Foco Talentos, afirma que, para obter o melhor da experiência internacional, é preciso não se afobar. "Quem vai logo no início da faculdade não aproveita a bagagem de conhecimento que o curso proporciona", afirma.

O estudante de administração Henrique Bussacos, 22, seguiu a fórmula e estagiou por cinco meses na Índia. "Aprendi a me relacionar melhor", conta.
Antes de ir, há cuidados a serem tomados. "É fundamental obter informações e conversar com quem já foi", diz Nigro.

Evitar contratempos envolve checar se a empregadora no exterior é idônea e se o estágio é autorizado. Isso pode ser feito por meio de consultas aos consulados dos países, por exemplo.

(Folha de S. Paulo)

 

Feiras reúnem instituições de diversos países

Quem quer estudar ou estagiar no exterior deve ficar atento às chances para saber detalhes de cursos e programas.

Feiras como o Salão do Estudante, a ExpoBelta e a EduCanadá reúnem agências de intercâmbio e instituições educacionais para divulgar programas de estudo, estágio e trabalho no exterior. As exposições acontecem em várias cidades do país.

O Salão do Estudante terminou dia 3, em São Paulo, e acontecerá no Rio de Janeiro (dias 9 e 10), em Curitiba (dia 5), em Salvador (dia 7) e em Belo Horizonte (dias 12 e 13). Em São Paulo e no Rio, o salão inclui a feira Study USA.

Já a ExpoBelta está programada para os dias 19 e 20 de abril em Belo Horizonte e para 27 e 28 de abril em São Paulo.

Para aqueles que estão de olho no Canadá, em setembro haverá a EduCanadá. A data ainda não foi definida, mas a feira passará por São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e Uberlândia.

(Folha de S. Paulo)