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Sobra estágio para estudantes de mecatrônica

Os profissionais de nível médio formados em mecatrônica pelo Senai não precisam se preocupar em arranjar emprego. Especializados no que a indústria tem de mais avançado em tecnologia de produção, esses técnicos recebem ainda durante o curso de duas a três propostas para estágio nas grandes fábricas do país.

Leia mais:
- Os técnicos que escolhem o patrão
- Escola é centro de referência
- Robótica envolve tecnologia nobre

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os técnicos que escolhem o patrão

Os profissionais de nível médio formados em mecatrônica pelo Senai estão imunes ao risco de pendurar o diploma na prateleira. Especializados no que a indústria tem de mais avançado em tecnologia de produção, esses técnicos recebem ainda durante o curso de duas a três propostas para estágio nas grandes e médias fábricas do país.

Empresas como Scania, Daimler-Chrysler, Duratex e Arno oferecem, em alguns casos, salários de R$ 1.500 mensais. Não se trata de nenhum privilégio nem de viver no paraíso da empregabilidade. Os técnicos em mecatrônica são muito disputados porque adquirem sabedoria profissional numa área chave para a indústria, a tecnologia de ponta.

Durante os 24 meses de aprendizado no Senai, esses profissionais transitam por quatro áreas de conhecimento avançado: mecânica, eletrônica, computação e automação. O que inclui a robótica.

"Há alunos que recebem duas ou três propostas. Mas não selecionamos nenhum candidato para estágio. Enviamos nosso banco de dados e as empresas é que escolhem.

Assim, todos têm as mesmas chances", afirma Luiz Fernando Saluti, coordenador pedagógico da escola de mecatrônica Armando de Arruda Pereira, do Senai, em São Caetano do Sul, na região do ABC. A diplomação exige dos alunos um mínimo de 400 horas de estágio, supervisionado e liberado a partir do terceiro semestre.

Eliana Barros Martins, de 18 anos, aluna do último semestre curso, cumpre estágio no laboratório de metrologia do próprio Senai. "Sempre me dei bem em matemática. Aqui é preciso ter bastante raciocínio lógico. No futuro quero fazer o curso de engenharia. Meu namorado fez o curso do Senai e é estagiário na Scania", revela.

Janett Varrese, 36 anos, formada em contabilidade, viveu uma situação curiosa. Disputou ao lado do filho de 16 anos o processo seletivo do Senai e levou a melhor. Foi aprovada e o filho, não. Entrou este ano no primeiro semestre do curso de mecatrônica.

"Pretendo fazer carreira na área de robótica e automação. Casei pensando só em criar meus filhos. Mas chegou a hora de estudar, Meu sonho sempre foi a robótica. Vou realizá-lo agora", garante Janett.

Outro "veterano" da escola do Senai, também no primeiro semestre, é Marco Antonio de Tadeu Bassi. Aos 46 anos, faz companhia a jovens de 22 anos, em média, no curso de mecatrônica. "Tem quatro filhos. Voltar a estudar pode ser um exemplo para eles", observa.

Quando mais jovem, Bassi não chegou completar o curso de engenharia civil. "Precisei trabalhar", lembra.

Hoje, é funcionário licenciado da Petrobrás. "Tenho um projeto pessoal de um equipamento para a indústria. No Senai quero adquirir conhecimentos técnicos sobre automação", adianta.

(Diário de S. Paulo - 24/03/03)

 

Escola é centro de referência

A escola Armando Arruda Pereira, do Senai, instalada em São Caetano do Sul, no ABC, forma técnicos em mecatrônica para a indústria desde 1990. É considerada um centro de referência nessa área.

O princípio que norteia o aprendizado dos alunos é priorizar o ensino prático. Ao todo, a escola possui 16 laboratórios e apenas quatro salas de aula. Do total da carga horária do curso (1.500 horas) 75% são consumidoas nos laboratórios.

É ali que ficam máquinas, equipamentos, computadores e softwares, os mesmos com os quais os alunos terão contato no chão das fábricas.

Os equipamentos usados na escola estão entre os mais modernos empregados pela indústria de manufatura do país.

Entre eles dois robôs de soldagem, doados em 1998 pela japonesa Yaskwa. O primeiro, que segura a peça a ser soldada, suporta até 16 quilos na ponta da garra. O outro faz a soldagem por meio de um tocha, retém até 6 quilos. Ambos servem às montadoras.

Toda a tecnologia disponibilizada pelo Senai é fruto de convênio assinado com a agência japonesa Jica (sigla em inglês de Japan International Cooperation Agency), cujo resultado foi um investimento de US$ 18 milhões na escola.

Com recursos do próprio Senai, a escola prevê investir R$ 6 milhões no biênio 2003/2004 em novos equipamentos, informa o coordenador pedagógico Luiz Fernando Saluti. Serão adquiridos computadores e uma impressora de estereolitografia, para a impressão em plástico de objetos em três dimensões (3D), entre outras máquinas.

(Diário de S. Paulo - 24/03/03)

 

Robótica envolve tecnologia nobre

A formação de técnicos em mecatrônica tem na robótica uma de suas áreas de conhecimento mais nobres. Na escola Armando de Arruda Pereira, em São Caetano, é uma das últimas às quais os alunos têm acesso ao longo dos dois anos do curso.

O manuseio técnico dos robôs na indústria envolve tecnologia de quatro setores: eletrônica sofisticada, mecânica, computação e teoria de controle (automação). "A teoria de controle é a mais nobre por ser aplicável à liberdade de movimentos, o que significa sincronia, precisão e ação repetitiva", explica Marcos Cardoso Pereira, diretor da escola do Senai.

O aprendizado das tecnologias utilizadas na robótica, incluindo a aplicação de softwares (programas para computador) específicos, é de curto prazo: no último estágio do curso do Senai, os alunos gastam de uma semana a 60 dias, de acordo com o grau de interesse pela especialização.

Pereira enfatiza que a robótica é apenas uma das áreas de conhecimento com as quais convivem os freqüentadores do curso. Os técnicos em mecatrônica, diz ele, deixam a escola capacitados para a manutenção de equipamentos eletro-eletrônicos, ao desenvolvimenro de produtos e soluções para automação. "Eles têm visão do sistema."

O período de inscrições para o processo seletivo do curso de técnico em mecatrônica do Senai, com início no segundo semestre de 2003, irá do dia 22 de abril até 16 de maio. Ao todo, a escola vai oferecer 40 vagas.

As inscrições podem ser feitas na secretaria da escola (rua Niterói 180, em São Caetano do Sul). A única exigência é que os candidatos estejam cursando pelo menos o 3º ano do ensino médio. Mais informações pelo telefone 4228-3355.

A partir de janeiro deste ano o Senai passou a oferecer bolsas integrais a todos os alunos do curso de mecatrônica. A única despesa é uma taxa semestral de R$ 180 relativa à compra de material didático.

(Diário de S. Paulo - 24/03/03)