Yale amplia benefícios para conquistar alunos

Três anos depois de isentar estudantes com renda familiar anual de até US$45 mil do pagamento de anuidade, a universidade americana de Yale, uma das mais tradicionais do mundo, amplia o pacote de benefícios oferecido aos alunos. A intenção é aumentar a diversidade cultural no campus, facilitando a entrada na instituição, inclusive, de estudantes de países em desenvolvimento.

A partir deste ano, Yale reduzirá à metade os custos de admissão aos que comprovarem renda familiar de até US$120 mil por ano (R$216 mil, ou cerca de R$18 mil mensais). Além disso, estudantes com renda familiar até US$60 mil (R$9 mil mensais) não pagarão pela educação de seus filhos, se os tiverem.

Com essas medidas, o orçamento da instituição destinado ao custeio de alunos passará de US$24 milhões para US$80 milhões — montante que corresponde a pouco mais que o triplo do inicial. A novidade vale tanto para graduação como para pós-graduação. Segundo a instituição, é o maior valor já reservado, na história, a esse fim.

E para fazer com que Yale se torne mais acessível a estudantes talentosos de todo o mundo, inclusive do Brasil, serão oferecidos mais empregos no campus. A carga horária de trabalho de sete horas semanais, informa a direção, será suficiente para reduzir o valor de empréstimos financeiros ou mesmo evitá-los.

O diretor-assistente do Escritório de Assuntos Internacionais da universidade, João Aleixo — que é brasileiro —, diz que Yale tem aumentado a diversidade do corpo de estudantes, selecionando candidatos de várias origens.

A presença de brasileiros nas salas, aliás, conta ele, tem sido constante desde 1833, quando o maranhense João Francisco Lima foi aceito na Escola de Medicina:

— O relacionamento de Yale com os estudantes brasileiros evoluiu nos últimos 175 anos, e o número de candidaturas aceitas tem crescido. Várias lideranças do país foram formadas ao longo desse período, o que é excepcional, acrescentando-se que as principais áreas escolhidas por estudantes do país são antropologia, ciências da computação, economia, engenharia e direito.

Para tentar uma vaga no rigoroso processo seletivo, é preciso ter mais que um currículo de alto nível. É preciso demonstrar motivação, curiosidade e habilidade para liderança, além de excelente qualificação acadêmica. Para a universidade, essas características têm grande importância, explica Aleixo.

(Zap)

 
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