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Lei
do estágio gera dúvidas em empresas e estagiários
Sancionada
há pouco mais de dois meses, a lei do estágio ainda
provoca dúvidas em estudantes e em empresas.
A
lei trouxe benefícios aos estagiários, como recesso
remunerado, auxílio-transporte e bolsa-auxílio (no
caso de estágio não-obrigatório) e limitou
a jornada a 30 horas semanais.
A
principal incerteza refere-se ao impacto da norma no número
de vagas de estágio.
Segundo
levantamento da consultoria Watson Wyatt feito com 190 firmas em
novembro, 89% delas não pretendem mudar o quadro de estagiários.
"Muitas
vão esperar os contratos chegarem ao fim para tomar decisões
individuais", afirma Ronaldo Tullio, consultor de capital humano.
Para
o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), a lei
não gerou um impacto significativo. "Não houve
queda expressiva, apenas um período de acomodação",
aponta Eduardo de Oliveira, superintendente operacional do CIEE.
Entretanto,
de acordo com a Abres (Associação Brasileira de Estágios),
em outubro, houve redução de 40% na oferta de vagas,
que caíram de 55 mil para 33 mil. Para a entidade, isso se
deve à falta de tempo para as instituições
de ensino adaptarem seus projetos pedagógicos e aprovarem
novos estágios e à incerteza das empresas.
Sem
contrato
Marcos
Galdino, 23, estudante de sistemas de informação,
foi aprovado para estagiar em tempo integral na Tivit, empresa de
tecnologia do Grupo Votorantim, na época em que a lei foi
aprovada. Quando começaria o estágio, foi avisado
de que a contratação seria adiada por causa da norma.
"Disseram que entrariam em contato, mas não me ligaram
mais", conta.
A
Tivit informou, em nota, que, devido à legislação,
"revisou seus procedimentos de contratação para
essa função", orientando candidatos "a aguardar
a definição da nova política da companhia".
No meio tempo, o estudante conseguiu um emprego.
(Uol)
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