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Universidades particulares dão
salário e estudos para ter atletas de primeira linha
No Brasil é
comum o esporte tirar atletas da escola antes mesmo do ensino médio.
Mas, com o apoio das universidades particulares está surgindo
uma nova leva de esportistas profissionais assalariados e que também
estudam. Só no ano passado, dezoito instituições
de ensino participaram de campeonatos nacionais de futebol de salão,
basquete, vôlei, handebol e outros esportes.
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mais:
Universidades particulares dão
salário e estudos para ter atletas de primeira linha
Dezoito instituições
de ensino participaram no ano passado de campeonatos nacionais de
futebol de salão, basquete, vôlei, handebol e outros
esportes - mas sem amadorismo. Jogaram com times formados por atletas
assalariados que, na maior parte dos casos, também estudam.
Eis alguns exemplos de resultados:
No futebol de
salão, a equipe da Universidade Luterana do Brasil, a Ulbra,
do Rio Grande do Sul, é tricampeã da Liga Nacional.
No handebol
masculino, o time da Universidade Metodista de São Paulo
é pentacampeão nacional.
No vôlei
masculino, a Universidade do Sul de Santa Catarina, Unisul, foi
terceira colocada na última Superliga Nacional.
No basquete
masculino, a Uniara, o Centro Universitário de Araraquara,
no interior de São Paulo, foi vice-campeã na última
Liga Nacional.
No modelo americano
de esporte universitário, os melhores atletas recebem bolsas
de estudo e atuam em competições até a formatura.
Só depois são selecionados para atuar como profissionais.
No Brasil, é comum o esporte tirar atletas da escola antes
mesmo do ensino médio. É aí que as universidades
estão fazendo diferença. Ganham-se não só
jogadores mais cultos, mas também mais bem preparados para
a vida depois da carreira atlética.
Na Ulbra, a
universidade que mais investe no esporte profissional, 40% dos 180
jogadores das equipes de vôlei, futsal, handebol, futebol
de campo e atletismo estudam na instituição. Todos
têm bolsa de estudos parcial. Basta passarem no vestibular.
"Até os horários de treino são compatíveis
com as aulas", diz Roberto Minuzzi Júnior, de 21 anos,
do vôlei.
"Agora
não se convoca mais jogador ignorante para a seleção
brasileira", celebra Carlos Bittencourt, vice-presidente técnico
da Confederação Brasileira de Futebol de Salão.
A bolsa também virou argumento de contratação
e ajuda a fixar atletas num time por períodos longos. O jogador
de vôlei Ivan Luiz Fagundes Walter, de 20 anos, da Unisul,
está há três anos atuando em Florianópolis.
Ao chegar, iniciou o curso de ciências da computação.
Trancou matrícula e agora está no 1º ano de administração
de empresas.
As universidades
dispõem de mais infra-estrutura do que muitos clubes, com
ginásios, ônibus, equipamentos de ginástica,
laboratórios de educação física e fisioterapia,
hospitais, alojamentos e restaurantes - além de recursos
humanos ansiosos por experiência. Há dois anos, Marco
Vinícius Bianchi, então aluno de educação
física da Ulbra, tornou-se estagiário do treinador
de goleiros do time de futsal. Depois, passou a treinador principal
e, recentemente, foi contratado para a função pelo
time do ElPozo, campeão espanhol.
Um time de vôlei
pode custar 1,5 milhão de reais por ano. Se é de uma
universidade, gasta entre 20% e 30% menos. Muitas universidades
também têm patrocinadores, reduzindo seus custos em
mais 40%. Assim se acham recursos para pagar salários mais
altos aos jogadores. No vôlei e no basquete, há quem
receba 10.000 reais por mês.
(Veja - 07/01/03)
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