Estudante
não quer emprego público
Brasília é
a Capital Federal e também a capital do funcionalismo público.
A maioria dos universitários de São Paulo do curso
de Administração não quer saber de emprego
público. Essa foi uma das conclusões de um estudo
da consultoria Quorum Brasil, realizada com 200 estudantes do último
ano do curso em São Paulo: 90 da Universidade de São
Paulo (USP) e os outros 110 de outras faculdades instaladas em áreas
mais periféricas da Capital.
Ao contrário do
que acontecia no passado, os jovens de hoje não querem mais
trabalhar no setor público. “Essa resposta, além
de revelar o desgaste da imagem do funcionalismo, mostra que os
estudantes valorizam mais o desafio e a realização
profissional do que a estabilidade”, explica William Horstmann,
sócio da Quorum Brasil.
A pesquisa também
procurou saber quais as aspirações sobre o futuro
profissional, assim como expectativas salariais e locais de trabalho.
Perguntados sobre o que os atraem em uma empresa, os alunos da USP
colocaram em primeiro lugar a área de atuação
da companhia.
Já os estudantes
de outras universidades preferem um lugar que dê a eles mais
perspectivas de crescimento. Ter um salário compatível
com a função também é importante para
11% deles – na USP, só 6% dos alunos se preocupam comisso.
“O jovem da USP
conhece melhor o mercado e também está preocupado
em ocupar postos que confiram status”, analisa Horstmann.
“Já o segundo grupo tem preocupações
mais realistas, que dizem respeito à sua condição
financeira.”
Quando o assunto é
definir o conceito de sucesso, as respostas também são
diferentes. Para 33% dos estudantes da USP, a realização
pessoal é mais importante, enquanto apenas 12% dos alunos
de outras faculdades citam esse item.
Já a realização
profissional é valorizada por 44% dos jovens da USP. Entre
os estudantes das demais faculdades, o índice é 60%.
“O pessoal da USP tem ambições muito parecidas
com as dos jovens europeus e americanos, por partirem de um padrão
financeiro mais confortável e de ter acesso a vários
tipos de informações. Os jovens de outras faculdades
muitas vezes fazem parte da primeira geração da família
a chegar ao ensino superior. Por isso, ainda têm como principal
objetivo ascender socialmente e garantir o sucesso”, afirma
Horstmann.
(Zap)
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