Conheça as profissões preferidas do jovem brasileiro

Pesquisa realizada pelo Datafolha, com pessoas entre 16 e 25 anos, que ainda não chegaram ao ensino superior, revelou que 67% dos jovens brasileiros desejam cursar a faculdade. Desses, 10% têm o sonho fazer Direito e 7%, Administração.

Outras profissões que se destacam na pesquisa são: Medicina (5%), Enfermagem (5%), Educação Física (4%), Computação/Informática (3%), Psicologia (3%), Pedagogia (2%), Veterinária (2%), Letras (2%) e Engenharia Mecânica (2%).

Ficaram com 1% de preferência a maioria dos demais cursos, como Ciências da Computação, Fisioterapia, Jornalismo, Matemática, Gastronomia, Publicidade, Arquitetura, Ciências Contábeis e Turismo/Hotelaria.

Redefinição das profissões Fazer o que gosta, certamente, é o primeiro passo em direção ao sucesso. No entanto, o jovem deve estar atento às tendências do mercado de trabalho. No livro "As profissões do futuro", escrito pelo diretor da Cidade do Conhecimento da USP, centro de estudos avançados de educação e trabalho, Gilson Schwartz, é possível concluir que estamos entrando em um período de redefinição das profissões.

Segundo Schwartz, as profissões promissoras são marcadas pela integração entre telecomunicações, tecnologia, necessidades do mercado consumidor e conteúdo (por conteúdo, entende-se atualidade, gestão da informação e de relações sociais e tudo que diz respeito ao conhecimento). A união dessas facetas será necessária em todas as áreas profissionais, como na gestão ambiental, na publicidade e na medicina. Ele explica que as profissões que estão em alta hoje não estarão mais no futuro. "A tecnologia é uma realidade que está mudando a forma de as empresas formarem suas equipes, bem como gerando incertezas. Nem as faculdades estão preparadas para essa macrotransformação", opinou Schwartz, que recomendou: "O ideal é que as pessoas procurem suas vocações dentro das profissões que são fomentadas pela tecnologia".

Áreas promissoras

Ele cita algumas profissões do futuro: engenharia de produção; administração, mas não somente de empresas, como também de órgãos públicos e empreendimentos do terceiro setor; e tudo que diz respeito a serviços pessoais e qualidade de vida.

A análise permite apostar em profissões como personal trainer, gestor de ecoturismo, prestador de serviços sociais, médicos, principalmente os que atuarem em segmentos recentes da medicina, engenheiro ambiental, engenheiro elétrico e engenheiro químico, que tenham especialidade em energia renovável.

"Tudo que diz respeito à qualidade de vida das pessoas passará a ter mais valor. Há 15 anos, ninguém previa o crescimento do terceiro setor ou o advento da televisão digital no Brasil. E quem diria que tudo referente ao turismo teria uma forte ligação com a ecologia?", finaliza Schwartz.

(InfoMoney)

 

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