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Jovens que ingressam no mercado dão importância a trabalho
em equipe
Cerca de 81%
de estudantes e recém-formados apontam o trabalho em equipe
e a integração como característica importante
para ingressar em uma empresa.
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de executivos
Pesquisa realizada
pelo Grupo Foco indica como as empresas podem atrair jovens talentos.
Se reter novos talentos faz parte de suas atribuições
como gestor, é bom ficar atento ao que os jovens profissionais
estão considerando prioritário para seguir carreira
em uma empresa hoje. Ao que parece, a remuneração
não é fator determinante.
De acordo com
uma pesquisa realizada pelo Grupo Foco, especializado em consultoria
de recursos humanos, quem entra no mercado agora tem clareza de
seus objetivos e investe sua força de trabalho apenas em
atividades que contribuem para seu crescimento profissional, sem
sacrificar sua vida pessoal. "É o que eu chamo de geração
joy-sticker. Influenciada pelos jogos de vídeo game, está
acostumada a comandar a situação", diz Eline
Kullock, presidente do Grupo Foco.
A organização
ouviu 5 mil jovens com idade entre 18 e 25 anos. Todos estudantes
ou recém-formados em instituições de ensino
superior de primeira linha, que vivem nas regiões sul, sudeste,
centro-oeste e nordeste do País. 81% deles apontaram o trabalho
em equipe e a integração como característica
importante para ingressar em uma empresa. "Fazer parte de uma
comunidade é extremamente importante para eles", comenta
Eline. "Essa é uma necessidade do ser humano, manifestada
principalmente na adolescência. Na vida adulta ela costumava
permanecer apenas nas atividades de lazer", complementa Ana
Cristina França, psicóloga e professora do Núcleo
de Estudos e Pesquisa em Gestão de Qualidade de Vida no Trabalho,
da FEA-USP.
Os jovens talentos
também consideram como características importantes
para as corporações propiciar um ambiente adequado
ao desenvolvimento de trabalhos criativos (citado por 52%) e possibilitar
o equilíbrio entre vida pessoal e profissional (citado por
50%). "Optar por uma organização que me proporcione
qualidade de vida será um fator de desempate se eu puder
escolher", declara Pedro Martinelli, estudante de Administração
de Empresas, que está disputando vagas de estágio.
Do total de
pessoas que considerou relevante a possibilidade de equilibrar vida
pessoal e profissional, é interessante observar que os homens
são maioria, 51%. De acordo com Ana Cristina França,
da FEA-USP, o fato de os homens estarem assumindo sua preocupação
com o tempo que poderão dedicar à vida pessoal reflete
a difusão dessa idéia na sociedade. "Sempre foi
algo considerado necessário, mas não era assumido.
Era uma coisa de ordem íntima, que agora é discu-tida
abertamente, inclusive dentro do ambiente corporativo", afirma.
"Evitar a dedicação excessiva ao trabalho passou
a ser uma questão de saúde e competência. Tornou-se
um novo valor no projeto de vida dos nossos executivos."
Não é
surpreendente que 82% dos participantes da pesquisa tenha indicado
que investir nos funcionários seja um valor fundamental da
organização em que desejam trabalhar. Mas o fato de
79% ter afirmado que a empresa precisa ser reconhecidamente ética
para atraí-lo, é uma informação que
denota um novo perfil profissional. "Eu não trabalharia
em uma empresa que tomasse decisões contrárias aos
meus valores pessoais", declara José Guilherme Garcia,
estudante de Administração de Empresas.
Além
de se preocupar com questões éticas, boa parte do
jovens (47%) também acredita que a preservação
do meio ambiente seja um valor importante para empresa em que deseja
trabalhar. "O conceito do homem como centro do mundo está
sendo revisto há mais de uma década. Essa geração
cresceu em uma época em que os resultados da exploração
indiscriminada da natureza estava sendo sentida e questionada",
explica a psicóloga Ana Cristina.
Aqueles que
participam ou já participaram de programas de estágio
ou trainee dizem que os pontos mais positivos dessa experiência
foram o bom relacionamento com os colegas de trabalho (citado por
51%) e o desenvolvimento de tarefas perti-nentes à sua carreira.
"Tenho amigos que trabalham como estagiários mas só
desenvolvem uma única atividade. Não há troca
entre as áreas. Mesmo que os benefícios sejam bons,
eles não gostam do trabalho", declara Flávio
Pacheco, estudante de Publicidade.
Apesar de a
remuneração não estar entre os fatores mais
importantes para os jovens que participaram da pesquisa, esse foi
um ponto citado como positivo por 46% deles e também como
principal ponto negativo por 42%. Outros pontos negativos apontados
foram o recebimento de poucos benefícios (34%) e a falta
de clareza sobre as possibilidades de efetivação (citada
por 33%).
(Gazeta
Mercantil – 11/07/05)
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