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Radiojornalismo é alternativa
para estudantes que querem entrar no mercado
Além
de jornais, sites na Internet, produção de programas
televisivos, revistas e assessorias de imprensa, os estudantes que
optaram pelo jornalismo podem trabalhar também nas rádios,
que têm se mostrado muito receptivas para receber estagiários.
Leia
mais:
Radiojornalismo é alternativa
para estudantes que querem entrar no mercado
Se você
optou pelo curso de jornalismo, saiba que são muitas as alternativas
para estagiar. É verdade, porém, que o mercado tem
se mostrado saturado, obrigando os profissionais da área
a se desdobrarem e mostrarem-se criativos e competentes. Mesmo assim,
as opções de estágio são diversas: jornal
de bairro, sites na Internet, produção de programas
televisivos e telejornais, assessorias de imprensa, revistas, editoras
e rádio.
O rádio
tem se mostrado receptivo em relação aos estagiários,
alguns exemplos são a Rádio Eldorado e a CBN, em São
Paulo, esta última contando com um programa especialmente
desenvolvido para a seleção de estagiários.
De acordo com o Coordenador de Jornalismo da CBN, Zalo Comucci,
"antigamente a contratação de um estagiário
era algo informal. O estudante aparecia lá na rádio,
conversava comigo e eu dizia: vai ficando aí na redação
e acompanha".
Atualmente,
embora o sistema de contratação não seja o
mesmo em todas as rádios, algumas grandes empresas do setor
têm remunerado os estagiários, prática que não
é comum no meio. "É verdade que o salário
de rádio é bem mais baixo que o de outros veículos,
até porque é o que menos fatura. No entanto, muitas
rádios têm pago mais do que o piso salarial, que em
São Paulo é de R$ 900 para um profissional formado
e R$ 500 para o estagiário", conta Comucci. "Mas
não se iludam, pois nos outros veículos a situação
não anda muito boa também", alerta.
Para muitos
estudantes, a ajuda de custo é menos importante do que a
experiência a ser adquirida com o estágio. É
verdade que em algumas rádios a tendência é
que esse estagiário se transforme num "boy" de
redação, mas naquelas que já enxergam nele
mão de obra em potencial, ele passa a produzir, levantar
pautas, apurar informações e até fazer matérias.
Algumas rádios
ainda tratam seus estagiários a pão de ló:
dão folga aos finais de semana, feriados e em caso de provas
e trabalhos escolares. "Acho errado esse tipo de coisa, pois
eles devem, desde cedo, aprender como funciona um plantão.
Mas, quem decide isso são as empresas", contra-argumenta
Comucci.
O estágio
termina quando o curso chega ao fim. Tenha uma idéia na cabeça:
a empresa só vai lhe contratar em definitivo, após
o estágio, se você se mostrar competente. "Quando
um estagiário é bom, nem esperamos terminar o contrato
de estágio. Já contratamos", finaliza Comucci.
(Neurônio
- 16/12/02)
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