Faculdade Suíça de Hotelaria vem para o Brasil

Estudar no Brasil e receber diploma suíço, com validade em toda a União Européia e países de língua inglesa, vai ser possível a partir deste ano. É que a Faculdade Suíça de Hotelaria está instalando sua primeira unidade na América do Sul. A escola vai funcionar em Joinville (SC).

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Aprendendo hotelaria com os suíços

Estudar no Brasil e receber diploma suíço, com validade em toda a União Européia e países de língua inglesa, vai ser possível a partir deste ano. É que a Faculdade Suíça de Hotelaria está instalando sua primeira unidade na América do Sul. A escola vai funcionar em Joinville (SC) e nasce por meio de uma parceria entre o International Hotel Management Institut (IMI), de Luzerna (Suíça), e dois sócios brasileiros, a Binder & Cia, do Rio de Janeiro, e a Atrio Hotéis S.A., de Joinville.

"A filosofia do currículo é toda suíça " , conta o diretor da Atrio e também do projeto, Aldemir Dadalt. Com professores brasileiros e estrangeiros, e dirigida por um diretor suíço e outro brasileiro, a faculdade será bastante prática. Mas não deixando de lado a ênfase no empreendedorismo, para que os alunos fiquem capacitados para criar os seus próprios negócios.

Tanto que o curso tem planejamento modular. Ou seja, depois de um ano e meio, o estudante recebe diploma de tecnólogo, com especialização em várias áreas, como alimentação e bebidas, recepção ou gerenciamento hoteleiro. " Neste ponto, ele já estará apto a conseguir um bom emprego" , avalia Dadalt, com a experiência de quem dirige uma empresa que opera quatro hotéis e tem outros cinco em construção.

Segundo o diretor, a demanda por mão de obra especializada é muito grande em todo o Mercosul, região em que a escola pretende abranger. Ao fim de três anos de curso, a Faculdade Suíça de Hotelaria emite diploma de bacharel, já que, segundo Dadalt, o profissional estará preparado para gerenciar empreendimentos hoteleiros, restaurantes e dirigir seu próprio negócio. São, de fato, dois diplomas. Um brasileiro e outro suíço, referendado pela Universidade de Manchester.

O caminho então estará aberto para programas de MBA e cursos de pós-graduação em Luzerna, onde a faculdade tem sua matriz. Dadalt afirma que o interessado em especialização na Europa será aceito automaticamente, como se tivesse cursado a escola na Suíça. O IMI, mantenedor da Faculdade Suíça, também vai oferecer estágio remunerado de seis meses em hotéis europeus.

O diploma suíço é possível pelo fato da escola ser membro da Swiss Hotel School Association (ASEH) e por estar ligada ao IMI, que vai transferir a tecnologia. No quarto período de aulas no Brasil, várias matérias já serão ministradas em inglês, conta Dadalt, uma vez que os alunos devem sair do curso aptos a falar, pelo menos, inglês e espanhol. Por isso, a escola de Joinville oferecerá também aulas extra-curriculares, a título de reforço.

Aldemir Dadalt diz que os custos e datas para inscrição só deverão estar definidos em março. Ainda dependem da tramitação do processo junto ao Ministério da Educação. Mas o início das aulas já tem data: será em agosto deste ano, oferecendo 50 vagas. As salas e laboratórios estão sendo preparados nas instalações do grêmio da empresa Multibrás, onde vai funcionar.

Com investimento programado de R$ 5,5 milhões, bancados pela Atrio, a faculdade terá um restaurante-escola e um hotel-escola com 80 apartamentos. As instalações serão construídas num terreno de 10 mil metros quadrados negociados com a mesma Multibrás.

O currículo prevê quatro semestres de aulas teóricas e dois semestres de prática remunerada em hotéis da própria Atrio e em outros 120 estabelecimentos da rede Accor, parceira da faculdade.

No Sul do Brasil, a Atrio construiu e opera três hotéis Parthenon em Joinville e Jaraguá do Sul, também em Santa Catarina, e um da bandeira Ibis em Curitiba, próximo ao Aeroporto Afonso Pena. Neste ano e no próximo, inaugura cinco unidades. Quatro Ibis, em Blumenau, Joinville, Porto Alegre e Criciúma; e um com a bandeira Formule 1, também em Curitiba.

(Valor - 21/01/03)

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